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14/03/2007 - 17h47

PANORAMA2-Na cola de Wall Street, mercados têm dia de vaivém

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 14 de março (Reuters) - Sem notícias que pudessem aumentar ou diminuir as preocupações dos investidores, os mercados operaram em sobe-e-desce nesta quarta-feira e terminaram o dia no campo positivo.

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou em alta de quase 1 por cento, e o dólar voltou a ficar abaixo de 2,10 reais.

O direcionamento para os ativos locais veio de Wall Street. Quando os temores com o setor de financiamento imobiliário para clientes de alto risco pesava, as ações caíam. Quando os preços atrativos chamavam investidores para a compra, os índices subiam.

No fim, prevaleceu a busca por barganhas e as bolsas de valores norte-americanas encerraram no azul.

"A correlação dos mercados emergentes com os mercados norte-americanos tem aumentado após os recentes surtos de turbulência", comentou o Barclays Capital em relatório.

Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, completou que "como não tem nenhum fator que esteja aumentando a turbulência, o pessoal está mantendo as posições".

Os temores envolvendo os empréstimos imobiliários norte-americanos para clientes com histórico ruim de crédito aumentaram nas últimas sessões por conta das inadimplências no setor, o que pode prejudicar a economia dos EUA como um todo.

Nesta tarde, a New Century Financial <NEWC.PK>, maior financiadora subprime independente dos EUA, informou que o Barclays <BARC.L> pediu recompra imediata de cerca de 900 milhões de dólares em empréstimos hipotecários, o que coloca a empresa norte-americana mais perto da concordata.

A New Century disse na segunda que tinha menos de 60 milhões de dólares em caixa, mas que pode ser forçada por credores a pagar mais de 8 bilhões de dólares.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,098 reais, com queda de 0,29 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 2,41 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em alta de 1,26 por cento, a 43.288 pontos. O volume financeiro foi de 3,76 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 1,71 por cento, aos 21.754 pontos. O destaque ficou com a Companhia Siderúrgica Nacional <SID.N>, com ganho de 5,14 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria de contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 cedeu a 12,02 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 recuou a 11,82 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 133,875 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,843 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 4 pontos, para 194 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 185 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía e o rendimento subia a 4,537 por cento, ante 4,49 por cento no final da terça-feira.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira)

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