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19/03/2007 - 13h48

ATUALIZA2-Ação da BRASKEM salta 14 pct, CVM investiga mercado

(Texto atualizado com ações da Ipiranga e resposta do grupo à CVM)

SÃO PAULO, 19 de março (Reuters) - As ações da Braskem <BRKM5.SA> saltavam 14 por cento nesta segunda-feira e lideravam os ganhos na Bolsa de Valores de São Paulo, após acordo conjunto com outras companhias para comprar os ativos do grupo Ipiranga.

As preferenciais da Ipiranga <PTIP4.SA> recuavam, enquanto as ações ordinárias decolavam 70 por cento mas com fraco volume de negócios. A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) ainda investiga a oscilação desses papéis no final da semana passada.

Nesta manhã, Braskem, Petrobras <PETR4.SA> e Grupo Ultra anunciaram o acordo para aquisição dos ativos da Ipiranga por cerca de 4 bilhões de dólares. Mas parte das informações foi veiculada pela imprensa durante o fim de semana.

O anúncio segue quase uma década de especulações em torno da venda da companhia controlada por várias famílias e que possui ativos espalhados pelo país.

O grupo Ipiranga é o segundo maior distribuidor de combustíveis brasileiro. Do total da operação, a Petrobras desembolsará 1,3 bilhão de dólares e a Braskem, 1,1 bilhão de dólares. O grupo Ultra emitirá 52,8 milhões de ações, num valor equivalente a cerca de 1,6 bilhão de dólares.

Às 13h35, as ações da Braskem avançavam 13,96 por cento, a 15,59 reais, enquanto as preferenciais da Petrobras <PETR4.SA> registravam ganho de 2,26 por cento, a 41,13 reais.

Já as preferenciais da Ipiranga exibiam a maior queda do Ibovespa, com declínio de 6,64 por cento, a 21,80 reais. As ordinárias da Ipiranga <PTIP3.SA> disparavam 69,45 por cento, a 52,19 reais --mas o volume financeiro era um décimo do registrado pelas ações preferenciais.

No mesmo horário, o Ibovespa <.BVSP> subia 1,79 por cento, em dia de exercício de opções.

"(A operação) traz uma movimentação grande para a bolsa, principalmente porque envolve a Petrobras, que é a ação mais líquida", comentou Kelly Trentin, analista da SLW.

O volume negociado na Bovespa alcançava 2,44 bilhão de dólares.

CVM DE OLHO

Para a Merrill Lynch, "a compra dos ativos de distribuição da Ipiranga deve aumentar fortemente a posição geral da (Petrobras) nos negócios de distribuição de combustível".

"Parece que, apesar do elevado preço de compra, o custo geral... deve ser facilmente financiado", acrescentou em relatório, ainda à espera de mais detalhes financeiros.

Nesta segunda-feira, a Ipiranga respondeu à uma solicitação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que investiga a alta das ações na sexta-feira.

A empresa afirmou que, antes da assinatura do contrato de compra, em 18 de março, os assessores dos acionistas controladores da empresa "mantiveram, em caráter confidencial, negociações com os assessores dos então possíveis compradores".

Um alto executivo da CVM afirmou que a resposta não esgota a investigação da autarquia de possível vazamento de informações, e que as altas observadas na semana passada continuarão a ser avaliadas.

Segundo ele, a resposta da Ipiranga referiu-se ao pedido da superintendência de empresas da autarquia mas, paralelamente, a superintendência de mercados já solicitou à Bovespa o levantamento das operações feitas na sexta-feira.

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