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12/04/2007 - 11h13

BOVESPA-Índice opera em queda na esteira das bolsas externas

SÃO PAULO, 12 de abril (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo operava em queda na manhã desta quinta-feira, acompanhando o fraco desempenho dos mercados internacionais.

Às 11h12, o Ibovespa <.BVSP> caia 0,67 por cento aos 46.622 pontos. O volume financeiro negociado era de 506,3 milhões de reais.

Segundo Ricardo Tadeu Martins, gerente da área de pesquisa da corretora Planner, a expectativa do mercado é que a bolsa opere em queda ao longo da sessão, acompanhando as reações dos mercados asiáticos e europeus à ata "mal humorada" do Fed, divulgada no dia anterior.

"O mercado deve continuar em baixa, já que a ata demonstrou que ainda existem entraves na economia norte-americana", acredita Martins, acrescentando que há também expectativa em relação a divulgação de balanços de grandes empresas internacionais. "A Alcoa (que divulgou resultado nesta semana) apresentou dados muito bons, mas ainda há preocupação em relação a outras empresas de alumínio e minerais", afirmou.

Na quarta-feira, a ata da última reunião do Federal Reserve apontou que as preocupações inflacionárias não descartam um aumento do juro. A preocupação com a economia dos EUA fez cair a Bolsa de Nova York, tendência acompanha pela Bovespa.

Segundo analistas, no entanto, o Ibovespa não registrou queda muito acentuada graças ao forte desempenho das ações do setor de telecomunicações, principalmente da Oi, que valorizaram cerca de 10 por cento.

Nesta quinta-feira, essas ações não repetiam o bom desempenho. A Tele Norte Leste Participações <TMAR5.SA>, por exemplo, estava em queda de 0,60 por cento.

As ações da Petrobras <PETR4.SA> avançavam 0,24 por cento, enquanto que os papéis da Companhia Vale do Rio Doce <VALE5.SA> recuavam 0,55 por cento.

A Cosan <CSAN3.SA> registrava ganho de 0,53 por cento. Mais cedo, o vice-presidente financeiro da empresa, Paulo Diniz, informou que a empresa planeja investir 1,7 bilhão de dólares nos próximos quatro anos. A empresa, maior produtora de açúcar e álcool do país, pretende construir usinas fora de São Paulo, ampliar unidades existentes e fazer aqusições, disse o executivo.

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