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27/04/2007 - 08h37

PANORAMA1-Mercado aguarda PIB dos EUA para medir desaceleração

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 27 de abril (Reuters) - O relatório do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos será um termômetro parcial para o mercado sobre o ritmo da desaceleração da maior economia do mundo.

Analistas esperam que o PIB norte-americano tenha se expandido a uma taxa de 1,8 por cento no primeiro trimestre, abaixo dos 2,5 por cento do último trimestre do ano passado [ID:nN25294582].

"A primeira prévia do PIB não pode ser considerada como um dado tão importante assim, pois sua estimativa é baseada em fontes incompletas de dados e, portanto, sujeita a futuras revisões", alertou o economista-chefe da corretora Concódia, Elson Teles.

Ele lembrou que a primeira estimativa do PIB do quatro trimestre de 2006 apontou crescimento 1 ponto percentual acima da apuração final.

Investidores também estarão de olho nos indicadores de preços incluídos no relatório. A projeção de analistas é que o deflator do PIB, que mede a mudança dos preços de todos os bens e serviços novos produzidos, aumente 3 por cento em uma taxa anualizada, e o núcleo do PCE suba 2,1 por cento.

Outro relatório que será monitorado nos Estados Unidos é o de confiança do consumidor.

Já entre as notícias corporativas, destaque para o lucro da Microsoft <MSFT.O>, que subiu 65 por cento e superou estimativas, fazendo suas ações subirem 4 por cento no pregão eletrônico da quinta-feira [ID:nNnN26439843].

A agenda de resultados, que teve uma semana bastante agitada nos Estados Unidos, começa a esfriar, e nesta sexta-feira não se espera nenhuma divulgação de peso além de Chevron <CVX.N>.

No Brasil, o dia conta com o balanço da Suzano Papel e Celulose <SUZB5.SA>. Na véspera, a Sadia <SDIA4.SA> informou aumento de 44 por cento em seu lucro trimestral [ID:nN27374170].

No front macroeconômico, sai o resultado primário do governo central, onde o mercado vai quer conferir se a queda registrada no relatório do mês passado foi mesmo devido a fatores sazonais, como justificou o Tesouro em março.

E aparentemente, acabou o suspense sobre o feriado de Frei Galvão. A prefeitura de São Paulo informou na quinta-feira que o 11 de maio não será feriado.

Para ler a agenda do dia, clique [nN27485378]

Para ver a agenda de resultados, clique [nN26309271]

Veja como encerraram os principais mercados na quinta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar fechou cotado a 2,027 reais, em alta de 0,30 por cento. O Banco Central fez leilão de swap cambial reverso e comprou moeda no mercado à vista. O volume de negócios no segmento interbancário foi de 4,9 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou com queda de 1,22 por cento, a 49.067 pontos. O volume financeiro foi de 4 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros cedeu 0,99 por cento, para 25.229 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria das projeções de juros com prazos mais curtos encerrou em alta. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) janeiro de 2008 subiu a 11,61 por cento, enquanto o janeiro de 2009 avançou para 10,98 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuava para 135,5 por cento do valor de face no final da tarde, e oferecia rendimento de 5,59 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 1 ponto, para 148 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 156 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento avançava para 4,70 por cento, ante 4,66 por cento no final da quarta-feira.

(Reportagem adicional de Angela Bittencourt e Silvio Cascione)

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