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02/05/2007 - 18h59

Bancos recomendam reduzir exposição à dívida da Venezuela

Por Walter Brandimarte e Manuela Badawy

NOVA YORK, 2 de maio (Reuters) - Investidores reduziram sua exposição à dívida soberana da Venezuela nesta quarta-feira, por temores de que a decisão do país de deixar o FMI possa gerar um default técnico de seus bônus externos.

O retorno total da dívida venezuelana caiu 0,6 por cento no índice Embi+, do JP Morgan, após o presidente Hugo Chávez anunciar na segunda-feira que deixará de ser membro de organizações como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

A decisão provocou incertezas porque muitos dos bônus soberanos emitidos nos mercados internacionais têm uma cláusula estipulando que o país emissor precisa continuar membro do FMI, disseram analistas.

O fracasso em cumprir essa regra poderia fazer com que investidores forçassem o emissor a pagar a dívida antecipadamente, um evento conhecido como "default técnico".

"No caso da Venezuela, todas as emissões de dívida que tivemos condições de rever incluem uma cláusula muito clara no capítulo de 'Default e Aceleração do Vencimento'", afirmou o analista Alberto Bernal, do Bearn Stearns, em um relatório.

O RBC Capital Markets apontou que perto de 21 bilhões de dólares da dívida da Venezuela denominada em dólar e euro poderiam ser diretamente afetados por um default técnico.

O ministro de Finanças do país, Rodrigo Cabezas, disse que a retirada planejada do FMI não irá afetar o pagamento da dívida externa.

Em uma entrevista à Reuters, ele reafirmou que a Venezuela "garante o pagamento de toda sua dívida, externa ou local, de curto ou longo prazos".

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