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21/05/2007 - 08h34

Com mercados em recordes, semana deve ser de espera

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 21 de maio (Reuters) - O mercado brasileiro deve continuar testando seus recordes esta semana, de olho em sinais sobre a economia norte-americana, mas a agenda dos próximos dias indica que investidores aguardarão as divulgações previstas para a última semana do mês, que conta com eventos de mais peso como ata do Fed e a reunião do Copom.

A agenda no Brasil é mais tranqüila nesta semana, com alguns indicadores de inflação, enquanto nos Estados Unidos as divulgações mais esperadas são no fim da semana: encomendas de bens duráveis, pedidos de auxílio-desemprego e dados de moradias, todos na quinta-feira, e um outro relatório sobre moradia na sexta-feira.

Os pedidos de auxílio-desemprego têm ganhado mais destaque por parte de analistas, que suspeitam que sua redução está indicando que a economia está mais forte do que os dados do Produto Interno Bruto estão mostrando .

Os relatórios desta semana darão mais ferramentas para o investidor balizar as apostas sobre o rumo do juro dos Estados Unidos. Na sexta-feira, pesquisa da Reuters mostrou que a maioria dos dealers primários de Wall Street ainda prevê corte do juro este ano, embora alguns tenham postergado o timing dessa redução .

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, participa na terça-feira de evento sobre "Liderança", no qual não está previsto espaço para perguntas e respostas. Ele também participa de evento de dois dias sobre o diálogo China-EUA promovido pelo Departamento do Tesouro, a partir de terça-feira, mas o evento é fechado à mídia.

Na Europa, o mercado vai monitorar indicadores de confiança alemã na terça-feira e na quinta-feira, para ver se o crescimento europeu continua sólido.

A consolidação da compra do banco Capitalia pelo UniCredit, anunciada no domingo, também será avaliada pelos analistas.

Aqui, há expectativa de que a agência de classificação de risco Moddy's siga as rivais S&P e Fitch e melhore a nota do Brasil, embora o maior impacto dessa medida deve ter sido mesmo com o anúncio da S&P, que deixou a nota a um passo do grau de investimento.

Enquanto isso, na Bovespa, há o exercício de opções nesta segunda-feira, que pode deixar o pregão mais volátil, embora a expectativa não seja de movimentos drásticos, dado o otimismo do mercado, que está posicionado para a alta da bolsa paulista.

Veja como encerraram os principais mercados na sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar terminou a R$ 1,961, com baixa de 0,46%.

BOLSA

A Bovespa encerrou em alta de 0,86%, a 52.077 pontos. O volume financeiro foi de R$ 3,78 bilhões.

ADRs BRASILEIROS

O índice de principais ADRs brasileiros avançou 1,37%, aos 27.556 pontos.

JUROS

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) fechou em alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros, depois da queda na maior parte da semana. O DI janeiro de 2008 caiu levemente, para 11,32%, enquanto o DI janeiro de 2009 subiu para 10,54%.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuava para 135,125% do valor de face, oferecendo rendimento de 5,61% ao ano.

RISCO-PAÍS

No final da tarde, o risco Brasil recuava 3 pontos, para 145 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 155 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía e o rendimento avançava para 4,80%, ante 4,76% no final da quinta-feira.

(Reportagem adicional de Nathália Ferreira)

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