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28/05/2007 - 08h22

Ponto alto de semana que "começa" na 3ª é ata do Fed

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 28 de maio (Reuters) - A semana começa devagar, já que nesta segunda-feira é feriado nos principais mercados mundiais. O evento mais importante acontecerá na quarta-feira, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, mas a semana será carregada de dados relevantes, em especial nos Estados Unidos.

Analistas esperam que a ata mostre que o Fed mantém preocupação com inflação e minimize as chances de afrouxamento monetário no futuro próximo.

Na última sexta-feira, o juro futuro projetava 63% de chance de um corte em 2007. A taxa básica de juro do EUA está atualmente em 5,25% ao ano.

Sexta-feira também conta com um relatório bastante aguardado por investidores: o de emprego dos Estados Unidos.

Os números sobre o mercado de trabalho têm sido acompanhados de perto porque têm indicado que a economia norte-americana pode estar mais forte do que se imaginava, o que mexe como as expectativas de investidores em relação ao futuro do juro norte-americano.

No mesmo dia, saem dados de uma medida de inflação bastante acompanhada pelo Fed, o PCE, e uma longa lista de indicadores, entre eles dados de moradia e confiança do consumidor.

Antes disso, na quinta-feira, sai relatório com nova leitura do Produto Interno Bruto dos EUA no primeiro trimestre. Analistas esperam número ainda mais fraco que o divulgado em abril, de 1,3% --a estimativa é de alta de 0,8%.

No Brasil, a divulgação do IGP-M e do resultado consolidado das contas públicas estão entre os pontos altos. Eles ajudarão a gerenciar as expectativas de investidores uma semana antes da reunião do Comitê de Política Monetária, se os funcionários do Banco Central deixarem.

A greve, que já dura quase um mês, tem afetado a divulgação dos relatórios do BC. E sendo esta a última semana de maio, a situação se torna mais crítica.

O cenário político também merece atenção. Depois da queda do ministro de Minas e Energia, o foco agora se volta para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de ter algumas de suas despesas pagas por um lobista de uma construtora.

Na sexta-feira, o senador divulgou nota negando ter recebido favores pessoais ou eleitorais de empresas ou empresários.

Veja como encerraram os principais mercados na sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar terminou a R$ 1,952, com queda de 0,91%. O volume de negócios no segmento interbancário foi de US$ 4,64 bilhões.

BOLSA

A Bovespa encerrou com ganho de 2,15%, a 51.617 pontos. O volume financeiro foi de 2,9 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice de principais ADRs brasileiros avançou 2,69%, aos 27.290 pontos. O destaque ficou com Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) , que subiu 4,7%.

JUROS

A maioria de contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 cedeu para 11,36%, enquanto o DI janeiro de 2009 chegou a 10,63%.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 134,375% do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,7% ao ano.

RISCO-PAÍS

No final da tarde, o risco Brasil recuava 3 pontos, para 140 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 152 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia a 4,86%, ante 4,84% no final da quinta-feira.

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