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31/05/2007 - 18h11

Bolsas de valores e câmbio acumulam ganhos em maio

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 31 de maio (Reuters) - O último pregão de maio foi de vaivém nos mercados acionários, diante de uma agenda cheia de indicadores econômicos nos Estados Unidos, enquanto o dólar caiu ao menor nível desde novembro de 2000.

A divisa norte-americana fechou a 1,926 real nesta quinta-feira, influenciada pela disputa de tesourarias para formar a Ptax (cotação média do dólar) de fechamento de mês e pelo contínuo ingresso de recursos.

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou em queda, acompanhando a fraqueza em Wall Street. Pela manhã, no entanto, o Ibovespa registrou nova máxima histórica, a 52.877 pontos.

Nos EUA, um relatório mostrou que a economia do país cresceu apenas 0,6 por cento no primeiro trimestre, mas analistas já esperavam uma desaceleração.

Outros indicadores reforçaram o otimismo dos investidores sobre o futuro, mostrando que a atividade no Meio-Oeste norte-americano cresceu mais que o esperado por analistas e que os gastos dos consumidores subiram.

"A economia está se recuperando de forma convincente", resumiu Mark Vitner, economista do Wachovia Securities, na Carolina do Norte.

Apesar da queda neste último pregão do mês, o Ibovespa e os principais índices acionários norte-americanos acumularam ganhos em maio.

O Ibovespa teve alta de cerca de 7 por cento no período, enquanto o Dow Jones <.DJI> subiu 4,3 por cento e o Nasdaq <.IXIC> ganhou 3,1 por cento.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quinta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,926 real, com baixa de 0,82 por cento no dia e de 5,4 por cento no mês. O volume de negócios no segmento interbancário foi de 5,06 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em baixa de 0,49 por cento, a 52.268 pontos. O volume financeiro foi de 4,2 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 0,36 por cento, aos 27.982 pontos. O destaque ficou Cemig <CIG.N>, com alta de 3,1 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) recuou na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 encerrou a 11,35 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009, a 10,61 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, cedeu para 133,94 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,75 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 1 ponto, para 145 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 154 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia a 4,89 por cento, ante 4,87 por cento no final da quarta-feira. Mais cedo, o rendimento superou 4,9 por cento, no maior nível desde agosto.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira)

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