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01/06/2007 - 08h32

PANORAMA1-Dados do mercado de trabalho dos EUA ditam rumo da 6a

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 1o de junho (Reuters) - A sexta-feira conta com uma série de dados econômicos importantes, mas o topo da lista é ocupado por dois relatórios norte-americanos: o do mercado de trabalho e o do PCE, uma importante medida de inflação.

Uma leitura forte da criação de postos de trabalho em maio ou do núcleo do índice de preços dos gastos com consumo de abril (PCE) pode indicar juros mais altos nos Estados Unidos e levar o rendimento do Treasury de 10 anos --referência do mercado e uma das aplicações mais seguras do mundo-- para além de 5 por cento.

Economistas de Wall Street esperam, em média, a abertura de 130 mil postos de trabalho em maio, acima dos 88 mil abertos em abril.

Números fortes vão sugerir que o Federal Reserve não vai cortar o juro tão cedo e pode até ter que elevar a taxa.

"O dado de emprego será o mais importante do dia, mas o núcleo do PCE é outro número que todo mundo vai acompanhar de perto", disse Bill Hornbarger, estrategista-chefe de renda fixa do A.G. Edwards & Sons, em St. Louis.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, é uma das medidas de inflação preferidas do Fed. Analistas estimam que ele tenha avançado 0,2 por cento em abril, depois de ficar estável em março.

A agenda do dia conta ainda com dados de setor manufatureiro, de confiança do consumidor e vendas de moradias pendentes.

Na Europa, o relatório mais relevante foi o do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre, que confirmou a taxa de crescimento de 0,6 por cento apurada pela agência de estatísticas da União Européia.

Entre as notícias corporativas, destaque para a Dell <DELL.O>, segunda maior fabricante de computadores pessoais do mundo, que informou na noite da véspera que o lucro e a receita do trimestre ficaram acima das estimativas de analistas e que planeja cortar 10 por cento de sua força de trabalho até o ano que vem. As notícias fizeram as ações da companhia subirem 6 por cento no pregão eletrônico [nN31244837].

Para ler a agenda do dia, clique [nN01238769]

Veja como encerraram os principais mercados na quinta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,926 real, com baixa de 0,82 por cento no dia e de 5,4 por cento no mês. O volume de negócios no segmento interbancário foi de 5,06 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em baixa de 0,49 por cento, a 52.268 pontos. O volume financeiro foi de 4,2 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 0,36 por cento, aos 27.982 pontos. O destaque ficou Cemig <CIG.N>, com alta de 3,1 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) recuou na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 encerrou a 11,35 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009, a 10,61 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, cedeu para 133,94 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,75 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 1 ponto, para 145 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 154 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia a 4,89 por cento, ante 4,87 por cento no final da quarta-feira. Mais cedo, o rendimento superou 4,9 por cento, no maior nível desde agosto.

(Reportagem adicional de Chris Reese, em Nova York)

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