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04/06/2007 - 18h22

Semana de Copom começa com cautela ditada pela China

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 4 de junho (Reuters) - A China motivou uma abertura negativa dos mercados nesta segunda-feira, depois da queda de mais de 8 por cento da bolsa de Xangai, mas as preocupações perderam força ao longo da sessão.

O dólar ainda registrou alta acentuada, a maior desde o fim de fevereiro, e chegou perto de 1,93 real. Já as bolsas de valores norte-americanas conseguiram reverter o rumo e registrar discreta valorização, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo fechou com leve baixa.

O impulso para os mercados acionários superarem o receio com a China veio das ações de energia, que avançaram em meio à escalada dos preços do petróleo.

A corretora de câmbio NGO ponderou que a bolsa chinesa, por si só, não teria tanto peso sobre os mercados, mas "como o ambiente global predominante é de forte perfil especulativo... acaba por motivar alguns mercados, entre os quais o brasileiro, a aproveitar para uma rodada de realização de lucros".

Analistas lembraram que o mercado local já poderia ter um início de semana mais cauteloso à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juro.

Boa parte do mercado espera um corte de 0,50 ponto percentual na quarta-feira e alguns investidores que não projetavam essa decisão correram para o mercado futuro de juro para se proteger.

Na Bovespa, o volume de negócios foi recorde, inflado pelo leilão para aquisição das ações de minoritários da Arcelor Brasil <ARCE3.SA> por parte da controladora Arcelor Mittal <ISPA.AS>. A operação da Arcelor movimentou 10,3 bilhões de reais.

O leilão contou com adesão de mais de dois terços dos minoritários, e com isso o registro da Arcelor Brasil na Bovespa será cancelado.

Veja como encerraram os principais mercados nesta segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,928 real, com alta de 1,37 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário foi de 5,44 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em baixa de 0,34 por cento, a 53.242 pontos. O volume financeiro alcançou 15,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros recuou 1,28 por cento, aos 28.550 pontos. O destaque ficou com Vivo <VIV.N>, que caiu 4,0 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) avançou na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 subiu a 11,36 por cento e o DI janeiro de 2009, a 10,63 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuava para 133,3 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,83 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 5 pontos, para 144 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 153 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava no final da tarde e o rendimento caía a 4,93 por cento, ante 4,96 por cento no final da sexta-feira.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira e Angela Bittencourt)

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