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05/06/2007 - 08h29

PANORAMA1-Produção industrial e Bernanke são foco do dia

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 5 de junho (Reuters) - Os dados da produção industrial brasileira ganham peso especial nesta terça-feira, véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o juro básico.

A maioria no mercado, até agora, prevê corte de 0,50 ponto percentual da Selic --uma aceleração frente à redução de 0,25 ponto decidida nos últimos encontros do colegiado do Banco Central.

A inflação bem comportada é a principal justificativa para essas apostas, mas não faltará atenção a qualquer sinal de firmeza da economia.

"Os números da produção industrial de abril deverão confirmar o maior dinamismo da atividade econômica nos últimos meses", avaliou a SulAmérica Investimentos em relatório.

Investidores também acompanharão os comentários do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, sobre o mercado imobiliário, previstos para a manhã desta terça-feira.

Os recentes dados do setor manufatureiro sinalizaram que a economia está posicionada para uma recuperação após o fraco primeiro trimestre. O setor imobiliário, entretanto, ainda suscita dúvidas no mercado, principalmente pelo contágio que ainda pode ter sobre o restante da economia.

"O setor de moradia é o principal fator no momento. A questão é quão funda a desaceleração será e quanto vai durar", disse Neil Wolfson, presidente da Wilmington Trust Investment Management, em Nova York.

Para Bruce McCain, vice-presidente sênior e chefe de estratégia da unidade de gestão de investimento da Key Private Bank, "é razoável que (Bernanke) diga que ainda não acabou".

"Se ele passar essa mensagem vai repetir a ata do Fed, que admitiu que o peso do setor imobiliário na economia pode se estender por mais tempo que o inicialmente imaginado", disse.

De volta ao Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, detalha a troca no comando do Tesouro Nacional.

Para ler a agenda do dia, clique [nN05187622]

Veja como encerraram os principais mercados na segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,928 real, com alta de 1,37 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário foi de 5,44 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em baixa de 0,34 por cento, a 53.242 pontos. O volume financeiro alcançou 15,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros recuou 1,28 por cento, aos 28.550 pontos. O destaque ficou com Vivo <VIV.N>, que caiu 4,0 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) avançou na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 subiu a 11,36 por cento e o DI janeiro de 2009, a 10,63 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuava para 133,3 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,83 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 5 pontos, para 144 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 153 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava no final da tarde e o rendimento caía a 4,93 por cento, ante 4,96 por cento no final da sexta-feira.

(Reportagem adicional de Nathália Ferreira em São Paulo e John Parry em Nova York)

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