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05/06/2007 - 17h38

PANORAMA2-Receio sobre juro dos EUA pesa após dado e fala do Fed

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 5 de junho (Reuters) - O cenário externo pesou novamente sobre os mercados brasileiros nesta terça-feira, após dados norte-americanos e comentários do chairman do Federal Reserve reforçarem a aposta de que não deve haver corte no juro dos Estados Unidos em 2007.

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em leve baixa, as bolsas norte-americanas caíram e o dólar subiu pela segunda sessão consecutiva.

Antes da abertura do mercado, Ben Bernanke relatou que a economia dos EUA deve crescer em ritmo lento nos próximos meses, mas que os riscos inflacionários persistem.

Um relatório mostrou que o setor de serviços norte-americano se expandiu em ritmo mais acelerado que o previsto.

"Os principais participantes do mercado estão colocando que a possibilidade de queda do juro dos EUA este ano é praticamente zero", comentou Daniel Szikszay, gerente de câmbio do Banco Schahin.

Diante da perspectiva de que os juros nos EUA não devem cair em breve, a atratividade de títulos de emergentes diminui.

No câmbio, somou-se ao tom negativo dos mercados externos uma forte atuação de investidores estrangeiros na ponta de compra do mercado à vista, e também na redução de posições vendidas em dólar.

Em duas sessões, o dólar acumulou ganho de 2,3 por cento.

Por aqui, a agenda econômica se resumiu aos dados de produção industrial, que surpreenderam ao mostrar recuo na atividade em abril.

Veja como encerraram os principais mercados nesta terça-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,946 real, com alta de 0,93 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 5,54 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em baixa de 0,15 por cento, a 53.162 pontos. O volume financeiro foi de 4,05 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros caiu 1,22 por cento, aos 28.201 pontos. O destaque ficou com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) <SID.N>, que recuou 2,76 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria de contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 encerrou a 11,39 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 terminou a 10,68 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 132,563 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,92 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil operava estável, a 144pontos-básicos. O EMBI+ estava em 151 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, declinava e o rendimento subia a 4,997 por cento, ante 4,93 por cento no final da segunda-feira.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira)

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