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06/06/2007 - 18h04

Dado dos EUA amplia receio de inflação e abate mercado

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 6 de junho (Reuters) - Um novo dado sobre custo unitário de trabalho nos Estados Unidos nesta quarta-feira ampliou o temor sobre a inflação no país e as apostas de que o juro norte-americano não deve cair tão cedo. Com isso, as bolsas de valores embarcaram num movimento global de vendas.

O dólar acompanhou o comportamento dos outros mercados e subiu pelo terceiro dia frente ao real e ao euro.

O iene caminhava para registrar a maior valorização diária contra o dólar em quase dois meses, já que investidores se desfizeram de apostas arriscadas, financiadas por moedas de baixo custo.

A Bolsa de Valores de São Paulo recuou mais de 2 por cento, e os índices das bolsas norte-americanas perderam quase 1 por cento. Ações na Europa, Ásia e em alguns países da América Latina também caíram.

Logo pela manhã, um relatório do Departamento de Trabalho dos EUA mostrou que os custos unitários de trabalho subiram 1,8 por cento no primeiro trimestre, acima do esperado por economistas.

"Abriu-se nos EUA a perspectiva de que possa se manter os juros por um período mais longo, e nesse sentido que ficou esse mau-humor (nos mercados)", explicou Jason Vieira, economista-chefe da Uptrend Consultoria Econômica.

Em um mercado já cauteloso com as perspectivas para os Estados Unidos, pesou também a expectativa para a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central sobre a taxa básica de juro brasileira --atualmente em 12,50 por cento.

"O Copom pode estar catalisando um pouco o mau humor porque começou uma divisão de última hora de apostas. Estão defendendo mais um corte de 0,50, mas surgiu alguma divisão", disse Vieira.

O Copom anuncia a decisão sobre o juro ainda nesta sessão.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a sessão a 1,952 reais, com alta de 0,31 por cento.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou caiu 2,09 por cento, a 52.049 pontos. O volume financeiro foi de 3,92 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros declinou 2,34 por cento, para 27.541 pontos. O destaque ficou com a Vivo Participações <VIV.N>, que caiu 4,8 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria de contratos de depósito interfinanceiro (DI) encerrou em alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 fechou a 11,42 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 alcançou 10,73 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,625 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,91 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 1 ponto, para 146 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 156 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> recuou 0,95 por cento, para 13.465 pontos. O Nasdaq <.IXIC> caiu 0,92 por cento, para 2.587 pontos. O Standard & Poor's 500 <.SPX> teve desvalorização de 0,89 por cento, para 1.517 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava e o rendimento declinava a 4,97 por cento.

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