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12/06/2007 - 08h30

PANORAMA1-Mercado toma fôlego antes de semana densa

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 12 de junho (Reuters) - A terça-feira ainda é calma no que diz respeito a divulgações de dados econômicos relevantes e investidores devem preferir manter certa cautela já que os dias seguintes contam com dados que podem clarear as perspectivas para os juros globais.

Dados sobre produção industrial e comentários do presidente do Federal Reserve de Chicago, Michael Moskow, serão monitorados, mas têm potencial limitado de gerar impactos.

Na semana passada, a possibilidade de juros mais altos no mundo levou o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano a atingir os 5,25 por cento e balançou os mercados financeiros. Na segunda-feira, estavam em 5,16 por cento. O ajuste se deu principalmente porque, agora, a maioria do mercado acha que o Federal Reserve manterá o juro este ano, frente à previsão anterior de queda. Alguns cogitam até a possibilidade de elevação do juro.

"Em função dos acontecimentos da semana passada, aumenta ainda mais a importância de uma leitura mais atenta dos indicadores de atividade econômica e de inflação, tanto nos EUA com nos demais países desenvolvidos, para tentar identificar eventuais mudanças na formação dos preços dos ativos globais", afirmou o economista-chefe da Concórdia, Elson Teles.

"Neste sentido, quaisquer indicações de atividade econômica mais aquecida ou de inflação mais elevada poderão manter os mercados em correção negativa", complementou.

No Brasil, o mercado segue às escuras quanto a diversos dados do banco central. Nem mesmo a recente medida de redução do limite da exposição cambial puderam ser devidamente mensuradas. Analistas viram essa medida como tentativa de conter a valorização excessiva do real. O dólar, entretanto, continua na trajetória vista nos últimos meses e recuou quase 1 por cento na véspera.

Entre as notícias corporativas, destaque para a Texas Instruments <TXN.N>, maior fabricante mundial de chips para telefones celulares, que reduziu na noite da segunda-feira as previsões de receita e de lucro para o segundo trimestre.

A empresa também diminuiu a previsão de vendas de sua divisão de calculadoras, unidade mais lucrativa da companhia, fazendo as ações caírem 2,3 por cento no pregão eletrônico.

Já na Bovespa, o saldo de estrangeiros está negativo em cerca de 1 bilhão de reais em junho, até dia 6, levemente menor que o déficit de 1,46 bilhão de reais registrado até dia 4.

Para ler a agenda do dia, clique [nN12189291]

Veja como encerraram os principais mercados na segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,941 real, com queda de 0,97 por cento.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa subiu 0,85 por cento, a 52.776 pontos. O volume financeiro foi de 3,6 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros avançou 1,60 por cento, para 27.897 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 fechou a 11,21 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 foi a 10,50 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 131,06 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,11 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil avançava 1 ponto, para 146 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 158 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI>, referência da bolsa de Nova York, fechou estável, a 13.424 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq <.IXIC>, teve variação negativa de 0,05 por cento, para 2.572 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia a 5,16 por cento, ante 5,11 por cento no final da sexta-feira.

(Reportagem adicional de Nathália Ferreira)

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