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25/06/2007 - 08h19

Semana pesada de dados e Fed pode motivar mais cautela

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 25 de junho (Reuters) - A semana de reunião do Federal Reserve começa com dados importantes sobre vendas de moradias nos Estados Unidos, no momento em que investidores voltam a temer que os problemas com créditos imobiliários de alto risco afetem o setor como um todo.

Nesta segunda-feira saem as vendas de moradias existentes e, na terça-feira, as vendas de novas moradias em maio.

A agenda dos próximos dias continua pesada nos EUA, incluindo confiança do consumidor, encomendas de bens duráveis, Produto Interno Bruto e dados sobre gastos e renda pessoais.

Ainda nesta segunda-feira, o mercado acompanha um dado sobre a atividade nacional dos EUA divulgado pelo Fed de Chicago.

Todos esses indicadores devem dar mais sinais sobre a saúde da maior economia mundial e a perspectiva para a política monetária. O Fed anuncia sua decisão sobre o juro na quinta-feira.

"A semana é de muita tensão, dependendo de como vão caminhar as coisas (nos EUA)", comentou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do banco Paulista.

Na semana passada, as praças acionárias na Europa, EUA e Brasil tiveram sessões de perdas por preocupações renovadas com o setor de financiamento imobiliário norte-americano de alto risco (subprime) e a possibilidade de elevação do juro ao redor do mundo.

O setor subprime voltou ao centro das atenções depois que bancos de Wall Street desmontaram posições em dois hedge funds do Bear Sterns , que investiam fortemente em financiamento imobiliário. Os mercados também continuam monitorando o comportamento dos Treasuries.

No domingo, o gerente-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) --o banco central dos bancos centrais-- afirmou que os BCs ao redor do mundo poderão fazer novos apertos em suas políticas monetárias para atacar as condições financeiras que ainda são altamente expansionistas.

Por aqui, o Banco Central dá prosseguimento à divulgação de dados econômicos atrasados pela greve de funcionários. Ao longo da semana, o BC divulga ainda o Relatório Trimestral de Inflação e o Conselho Monetário Nacional (CMN) decide a meta de inflação para 2009, e os sinais são de que será mantida em 4,5%.

Veja como fecharam os principais mercados na sexta-feira:

CÂMBIO
O dólar terminou a 1,943 real, com alta de 1,36%, acumulando na semana avanço de 1,62%. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em US$ 2,5 bilhões.

BOLSA
A Bovespa encerrou em baixa de 0,71%, a 54.267 pontos. O volume financeiro foi de R$ 3,57 bilhões.

ADRs BRASILEIROS
O índice de principais ADRs brasileiros declinou 2,04%, aos 28.864 pontos.

JUROS
Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) encerraram em alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 foi a 11,21%, enquanto o DI janeiro de 2010, a 10,56%.

GLOBAL 40
O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, cedia a 131,063% do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,1% ao ano.

RISCO-PAÍS
No final da tarde, o risco Brasil estava em 147 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 159 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA
O índice Dow Jones , referência da Bolsa de Nova York, caiu 1,37%, para 13.360 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq recuou 1,07%, para 2.588 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 1,29%, a 1.502 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS
O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava e o rendimento caía para 5,14%, ante 5,19% na quinta-feira.

(Reportagem adicional de Vanessa Stelzer)

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