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26/06/2007 - 08h30

PANORAMA1-Governo define meta de inflação para 2009

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 26 de junho (Reuters) - Os investidores acompanharão de perto nesta terça-feira a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que vai definir a meta de inflação de 2009 e dará um sinal importante para o mercado sobre o rumo da política monetária. O CMN se reúne a partir das 12h.

Alguns analistas defendem que a meta de inflação poderia ser reduzida pra 4 por cento, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defende a manutenção da meta em 4,5 por cento. Na semana passada, o ministro ganhou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que pode ser decisivo para sacramentar a meta de 4,5 por cento.

"Como as expectativas de inflação do mercado já estão ancoradas em 4 por cento para os próximos anos, a inesperada manutenção da meta de 2009 nos 4,5 por cento poderia ser interpretada pelos agentes econômicos como sinalização de maior tolerância por parte do governo em relação à trajetória futura da inflação e, neste sentido, traria o risco de provocar elevação nas expectativas", alertou o economista-chefe da corretora Concórdia, Elson Teles.

Nos Estados Unidos, o ponto alto do dia é o relatório de vendas de novas moradias, que pode dar sinais de como anda o setor imobiliário, alvo de preocupações de investidores nas últimas semanas e intensificado por notícias de problemas em hedge funds administrados pelo Bear Stearns.

"Não sabemos quantas situações como a do Bear Stearns podem existir. O pensamento convencional é que há outras. Isso manterá o mercado nervoso", disse Wan-Chong Kung, gestor sênior de portfólio da FAF Advisors em Mineápolis.

A divulgação do relatório de confiança do consumidor norte-americano também será monitorada, para sinais sobre como ando os gastos da população.

Enquanto isso, o mercado permanece bastante sensível a notícias relacionadas ao crédito de risco para o setor imobiliário e suscetível a um movimento de realização de lucros.

Ainda na agenda brasileira, o Tesouro Nacional realiza a primeira etapa do leilão de venda de NTN-B (título indexado ao IPCA). A oferta está dividida em dois grupos de vencimentos e o total do leilão erá de até 4 milhões de títulos para o grupo I (novembro 2009, agosto 2012 e maio 2017) e até 2,5 milhões para o grupo II (agosto 2024, maio 2035 e maio 2045).

Para ler a agenda do dia, clique [nN26296917]

Veja como encerraram os principais mercados na segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,951 real, em alta de 0,41 por cento.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa recuou 0,42 por cento, a 54.041 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 3,8 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em baixa de 1,31 por cento, aos 28.486 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2010 avançou a 10,79 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 subiu a 10,82 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 131.125 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,09 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil operava a 153 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 165 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> caiu 0,06 por cento, para 13.352 pontos. O Nasdaq <.IXIC> baixou 0,46 por cento, a 2.577 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava e o rendimento declinava a 5,09 por cento no final da tarde, ante 5,14 por cento na véspera.

(Reportagem adicional de Nathália Ferreira e Silvio Cascione)

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