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29/06/2007 - 17h38

PANORAMA2-EUA azedam 6a-feira após semestre de otimismo

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 29 de junho (Reuters) - Após um semestre marcado pelo otimismo e por sucessivos recordes, os mercados brasileiros encerraram junho com uma sexta-feira mais fraca, acompanhando a piora do humor nos Estados Unidos.

As bolsas de valores em Wall Street até abriram com uma boa notícia: o núcleo dos preços dos gastos pessoais de consumo (PCE, na sigla em inglês), indicador de inflação preferido do Federal Reserve, atingiu em maio o menor nível em termos anuais desde março de 2004.

O resultado confirmou o cenário de inflação mais comportada que havia sido desenhado no comunicado do banco central divulgado na véspera junto com a decisão de manter o juro a 5,25 por cento. No documento, o Fed retirou a descrição de que o núcleo dos preços estava "elevado".

Ao longo do dia, porém, a preocupação com o setor de crédito imobiliário de risco voltou a rondar as ações do setor financeiro, e as bolsas norte-americanas reverteram a trajetória na segunda metade da sessão, enfraquecendo o desempenho dos mercados no Brasil.

No mercado acionário, há também a preocupação de que os problemas no setor de crédito diminuam os financiamentos para a compra de empresas, um dos principais fatores que impulsionou as bolsas de valores no início do ano.

A alta do petróleo, que chegou a ser cotado acima de 71 dólares por barril nos Estados Unidos, ajudou a azedar o humor dos investidores estrangeiros.

Com a fraqueza no exterior, a disputa pela formação da Ptax (taxa média do dólar) foi vencida pelos comprados --que apostam em valorização da moeda norte-americana. A última Ptax do mês é usada como referência para a liquidação dos contratos futuros em vencimento. Apesar da alta, o dólar acumulou queda de 9,64 por cento no primeiro semestre.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ameaçou uma queda no final da sessão, mas teve força para sustentar uma leve alta na última sessão de junho. No semestre, o Ibovespa acumulou alta de 22,3 por cento.

Veja como encerraram os principais mercados nesta sexta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,930 real, em alta de 0,42 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 5,9 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 0,45 por cento, a 54.392 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 3,96 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em queda de 0,08 por cento, aos 28.695 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam sem tendência comum na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 caiu a 10,60 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 recuou a 10,61 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 131,2 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,07 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subiu 10 pontos, para 161 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 175 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> recuou 0,10 por cento, para 13.408 pontos. O Nasdaq <.IXIC> caiu 0,20 por cento, a 2.603 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> teve desvalorização de 0,16 por cento, para 1.503 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subiu e o rendimento recuou a 5,03 por cento no final da tarde.

(Reportagem adicional de Nathália Ferreira e Juliana Siqueira; edição de Alexandre Caverni; Reuters Messaging: silvio.cascione.reuters.com@reuters.net; 5511 56447749))

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