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04/07/2007 - 17h36

PANORAMA2-Indicadores locais roubam cena com feriado nos EUA

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 4 de julho (Reuters) - O Dia da Independência nos Estados Unidos colocou os mercados brasileiros em ponto morto nesta quarta-feira. Sem a principal bússola dos investidores, a agenda de indicadores locais roubou a cena e movimentou o mercado de juros futuros.

A inflação pelo IPC-Fipe subiu mais do que o esperado em junho e fez a instituição aumentar sua previsão para 2007, de 3,7 por cento para 4,2 por cento.

Além disso, a produção industrial no país cresceu 1,3 por cento em maio, muito acima da previsão de 0,4 por cento feita por analistas ouvidos pela Reuters.

Os dois indicadores colocaram as taxas de juros de prazos mais longos em alta acelerada na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pois poderiam ajudar a justificar um corte menor da Selic pelo Banco Central.

Analistas, porém, ressaltaram a forte alta na produção de bens de capital, que pode aumentar a capacidade da indústria de suportar o crescimento da demanda e evitar pressões inflacionárias.

"A produção industrial superou as expectativas e o resultado foi bem positivo... com destaque para o resultado de bens de capital. O comportamento da indústria não interfere na orientação da política monetária", disse Giovanna Rocca, economista do Unibanco.

A Bolsa de Valores de São Paulo e o dólar, porém, deram pouca atenção aos dados brasileiros. Em um dia marcado por oscilações discretas, os dois mercados terminaram estáveis.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar ficou estável, a 1,911 real. O volume no segmento interbancário foi de 3,46 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa registrou variação negativa de 0,01 por cento, a 55.696 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 2,74 bilhões de reais.

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Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) mais longos avançaram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 encerrou a 11,20 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 subiu a 10,75 por cento.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira e Angela Bittencourt)

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