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12/07/2007 - 08h50

PANORAMA1-Dados dos EUA e oferta da Rio Tinto dividem atenções

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 12 de julho (Reuters) - A agenda começa a esquentar nesta quinta-feira, mas sem indicadores com potencial para influenciar significativamente o mercado, ainda bastante sensível às notícias sobre crédito imobiliário nos Estados Unidos.

Mas o anúncio da compra da Alcan <AL.TO> pela Rio Tinto <RIO.AX>, feito nesta manhã, promete um pouco mais de animação para a sessão.

A mineradora anglo-australiana comprará a empresa canadense por 38,1 bilhões de dólares, criando assim a maior produtora de alumínio do mundo [ID:nN12326626].

Nos Estados Unidos, os pontos altos desta quinta-feira são balança comercial e orçamento federal.

Enquanto isso, aqui no Brasil a primeira leitura do IPC-Fipe de julho mostrou que os custos com alimentos começam a reduzir a pressão sentida no mês passado. O índice de inflação da capital paulista registrou alta de 0,48 por cento, uma desaceleração frente ao ganho de 0,55 por cento no fechamento de junho [ID:nN121753].

As instituições com maior índice de acerto na pesquisa semanal de indicadores feita pelo Banco Central, classificadas como "Top 5", não estão otimistas com a inflação, como mostra a coluna de Angela Bittencourt publicada na véspera [nN1129406].

O mercado vai monitorar também os comentários de dois membros do Federal Reserve, que participam de eventos nesta quinta-feira. Investidores estarão atentos a qualquer sinal sobre juro ou situação do mercado de crédito imobiliário de risco. Mas a expectiva maior é pela próxima semana, quando ocorre o depoimento semestral ao Congresso pelo chairman Ben Bernanke.

Entre as notícias corporativas, os papéis da Redecard foram precificados a 27 reais, colocando a oferta em 4,072 bilhões de reais, uma das maiores da história.

Para ler a agenda do dia, clique [nN12260400]

Veja como encerraram os principais mercados na quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,892 real, com variação negativa de 0,05 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 4,87 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 0,85 por cento, a 56.356 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 4,08 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 1,74 por cento, aos 30.589 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) recuou na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 fechou a 10,67 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 caiu a 10,70 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 131,125 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,07 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 5 pontos, para 153 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 168 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> avançou 0,56 por cento, para 13.577 pontos. O Nasdaq <.IXIC> subiu 0,48 por cento, a 2.651 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> teve alta de 0,57 por cento, para 1.518 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia a 5,09 por cento no final da tarde ante 5,03 por cento na terça-feira.

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