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16/07/2007 - 08h33

PANORAMA1-Agenda carregada tem Bernanke no Congresso e Copom

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 16 de julho (Reuters) - Depois de duas semanas relativamente tranquilas em termos de dados econômicos, os próximos dias vão garantir muita emoção aos investidores.

"Política monetária será o principal foco do mercado brasileiro (esta semana)", resumiu Darwin Dib, economista sênior do Unibanco em relatório.

A segunda-feira abre com vendas do varejo brasileiro e exercício de opções na Bovespa. Na terça-feira, as atenções voltam-se para os Estados Unidos, onde saem o índice de preços ao produtor e dados da produção industrial.

Quarta-feira é o dia mais agitado da semana, com o depoimento semestral do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso, inflação ao consumidor e dados de moradias nos EUA. No Brasil, tem decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), além de IPC-Fipe e IGP-10.

Operadores esperam confirmação de que o Fed pode estar olhando também para os números cheios de inflação, e não apenas para os núcleos, ao definir a política monetária.

Isso faria grande diferença para investidores em renda fixa, condicionados a pensar que o juro poderia cair assim que o núcleo da inflação recuasse para o meio da zona de conforto do Fed de entre 1 e 2 por cento.

Já a expectativa em relação ao Copom é de corte de 0,50 ponto na taxa Selic [ID:nN12234396].

"Esperamos decisão dividida com comentários mais duros provavelmente no comunicado e na ata", acrescentou Dib, do Unibanco.

Na quinta-feira, investidores acompanham a divulgação da ata da última reunião do Fed. No encontro do final de junho, o BC norte-americano manteve a taxa em 5,25 por cento e disse que o núcleo da inflação melhorou modestamente nos últimos meses, mas que uma "moderação sustentada" das pressões inflacionárias ainda tinha que se mostrar de forma convincente.

Atualmente, a maioria no mercado acredita que a taxa será mantida pelo resto de 2007, mas não há consenso. Também há dúvidas sobre o vigor do impacto dos problemas do setor imobiliário na economia.

Enquanto isso, a temporada de balanços também esquenta, com empresas como Merrill Lynch <MER.N>, Intel <INTC.O>, Coca-Cola <KO.N> e Johnson & Johnson <JNJ.N> nos EUA, e VCP <VCPA4.SA> e Net <NETC4.SA> no Brasil.

Veja como encerraram os principais mercados na sexta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,863 real, em baixa de 0,59 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 1,9 bilhão de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa teve ligeira alta de 0,05 por cento, a 57.644 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 7,5 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 0,43 por cento, aos 31.889 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 foi a 10,57 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 encerrou também em 10,57 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 131,188 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,06 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil avançava 1 ponto, para 152 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 166 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> subiu 0,33 por cento, para 13.907 pontos. O Nasdaq <.IXIC> avançou 0,20 por cento, a 2.707 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> teve alta de 0,31 por cento, para 1.552 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento caía a 5,10 por cento no final da tarde.

(Reportagem adicional de Silvio Cascione e Angela Bittencourt)

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