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17/07/2007 - 17h39

PANORAMA2-Sem susto com indicadores, mercado retoma otimismo

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 17 de julho (Reuters) - A agenda econômica nos Estados Unidos poupou os investidores de uma surpresa negativa, e as praças acionárias norte-americanos retomaram a trajetória positiva nesta terça-feira com os fortes lucros corporativos. O otimismo chegou aos mercados brasileiros.

O núcleo dos preços ao produtor voltou a subir em junho, de acordo com o Departamento de Trabalho, mas a alta foi apenas um pouco acima do previsto por analistas.

Já a produção industrial cresceu 0,5 por cento, dando ânimo a alguns analistas, que julgam que o setor manufatureiro está recuperando parte do tempo perdido pela desaceleração do setor imobiliário.

Sem nenhuma grande preocupação vinda dos indicadores, o índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, atingiu pela primeira vez os 14 mil pontos.

"Os mercados estão em alta por causa dos lucros. Ainda que eles tenham apenas começado a sair, o que vimos até aqui aponta para outra temporada de lucros mais fortes que o esperado", disse Rick Campagna, gestor de portfólio da Provident Investment Council, na Califórnia.

Com o cenário externo favorável, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a acompanhar mais de perto o mercado norte-americano após o exercício de opções, realizado na sessão anterior, e fechou em novo recorde. Durante a sessão, o Ibovespa voltou a se aproximar dos 58 mil pontos.

Já o dólar voltou a fechar no menor patamar desde outubro de 2000. Na véspera, a alta de 0,43 por cento da moeda norte-americana havia interrompido a maior sequência de baixas do ano --seis quedas seguidas.

Mesmo com o baixo patamar da moeda norte-americana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartaram "artificialismos" e "medidas intempestivas" para conter o câmbio.

Lula, porém, deixou claro que o Banco Central deverá continuar com a estratégia de comprar dólares diariamente no mercado à vista por meio de leilões.

"Com essa entrada de dólares, o Banco Central pode comprar, pode comprar, pode comprar, que nós vamos ter que aguardar com muita paciência que o dólar se acomode", afirmou em discurso ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Veja como encerraram os principais mercados nesta terça-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,861 real, em baixa de 0,53 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 4,58 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 0,5 por cento, a 57.659 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 4,5 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 0,67 por cento, aos 31.798 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 foi a 10,58 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 encerrou a 10,59 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 131,313 cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,04 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil operava estável a 158 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 170 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> subiu 0,15 por cento, para 13.971 pontos. O Nasdaq <.IXIC> avançou 0,55 por cento, a 2.712 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> caiu 0,01 por cento, para 1.549 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia a 5,07 por cento no final da tarde.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira e Angela Bittencourt)

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