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25/07/2007 - 17h55

PANORAMA2-Montanha-russa em Wall St contamina negócios no Brasil

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 25 de julho (Reuters) - Os mercados financeiros, assombrados pelos problemas no setor de crédito imobiliário de risco dos Estados Unidos, tiveram uma quarta-feira de intensa volatilidade.

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em leve alta depois de cair mais de 2 por cento, em um pregão com volume de negócios acima da média. O dólar também reagiu àturbulência nos mercados globais e chegou a subir a 1,885 real, mas com a melhora das bolsas diminuiu a intensidade da alta.

O principal índice das ações européias <.FTEU3> fechou no menor nível em mais de um mês e o risco médio dos emergentes, medido pelo Embi+ do JP Morgan, foi o maior em oito meses.

Os investidores estrangeiros iniciaram a sessão angustiados pela possibilidade de que problemas com o crédito imobiliário de alto risco possam afetar o financiamento de fusões e aquisições, um dos fatores que têm levado as bolsas a marcas históricas.

Além disso, analistas viram espaço para correções no mercado acionário. "Tivemos um mercado razoavelmente forte, registrando novas máximas, então isso tende a levar alguns investidores à realização de lucros", disse Joseph Stocke, gestor de portfólio da StoneRidge Investment Partners, em Malvern, Pensilvânia.

Resultados mais fortes que o esperado da Boeing <BA.N> e o avanço das ações de energia, sustentadas pela forte alta do petróleo, justificaram a reversão da queda nas principais bolsas de valores.

Para o gerente de câmbio da corretora Souza Barros, Vanderlei Arruda, os mercados devem continuar voláteis nesta semana, na expectativa de novos indicadores da economia norte-americana.

"Até sexta-feira deve ter uma volatilidade em função da sintonia entre as bolsas... Saem mais alguns informativos que vão dar condições para que o mercado veja de maneira mais clara (a situação dos EUA)", disse Arruda.

O receio externo acabou deixando em segundo plano a repercussão do IPCA-15 de julho, mais brando que o esperado.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,867 real, em alta de 0,32 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 2,938 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 0,37 por cento, a 56.001 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,52 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou com oscilação positiva de 0,05 por cento, aos 30.854 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 fechou a 10,83 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 avançou para 10,92 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuava para 130,75 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,1 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 6 pontos, para 182 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 195 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> avançou 0,5 por cento, para 13.785 pontos. O Nasdaq <.IXIC> teve alta de 0,31 por cento, a 2.648 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> subiu 0,47 por cento, para 1.518 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia levemente e o rendimento recuava a 4,902 por cento no final da tarde ante 4,909 por cento na terça-feira.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira e Angela Bittencourt)

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