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06/08/2007 - 18h03

PANORAMA2-Mercados brasileiros têm reação tímida a alta nos EUA

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 6 de agosto (Reuters) - As bolsas de valores em Nova York mantiveram a gangorra das últimas sessões e fecharam em forte alta nesta segunda-feira. A ausência de dados econômicos e a expectativa pela reunião do Federal Reserve, no entanto, limitaram o ânimo nos mercados brasileiros, que tiveram um dia mais cauteloso.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a cair quase 3 por cento durante a manhã, abaixo dos 52 mil pontos, pressionada pela queda dos preços das commodities. A alta de quase 2 por cento dos principais índices norte-americanos, porém, reverteu a queda da bolsa paulista no final da tarde. Ainda assim, o principal índice ficou longe de reverter a queda de mais de 3 por cento de sexta-feira.

O dólar e a maioria dos contratos de juro também se descolaram do comportamento dos principais mercados norte-americanos, e voltaram a fechar em alta nesta sessão. De acordo com agentes de mercado, prevaleceu a cautela após dias de intensa volatilidade nos mercados globais.

"(Com) qualquer notícia negativa volta tudo de novo. A volatilidade está alta, está perigosa", disse Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento.

A alta desta sessão em Wall Street foi disparada pelo interesse dos investidores em ações de empresas do setor financeiro que haviam se desvalorizado muito nas últimas semanas. Com a agenda econômica vazia, a expectativa dos investidores ficou para a reunião do Federal Reserve sobre o juro dos Estados Unidos.

"Ainda que alguns membros do Fed tenham permanecido, sem dúvida, preocupados com a inflação, suspeitamos que as notícias recentes deixaram muitos membros com pelo menos a mesma preocupação em relação à atividade econômica", disse o Goldman Sachs em relatório.

A principal notícia do turbulento setor de crédito foi o pedido de recuperação judicial da American Home Mortgage Investment <AHM.N>. Ela já foi uma das maiores fornecedoras independentes de empréstimos residenciais de baixo e médio risco dos Estados Unidos.

A crise no setor fez uma nova vítima na Alemanha nesta segunda-feira: o Frankfurt-Trust fechou temporariamente um de seus fundos para impedir que investidores nervosos sacassem seus recursos.

Veja como encerraram os principais mercados nesta segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,907 real, em alta de 0,26 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 2,340 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 0,46 por cento, a 53.091 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,1 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou com valorização de 1,11 por cento, aos 28.882 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 subiu a 11,14 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 teve eleção para 11,34 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 130,438 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,14 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuou 2 pontos, para 199 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 214 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> teve alta de 2,18 por cento, para 13.468 pontos, na maior alta percentual diária desde junho de 2003. O Nasdaq <.IXIC> subiu 1,44 por cento, a 2.547 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> registrou valorização de 2,42 por cento, para 1.467 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuou e o rendimento aumentou para 4,74 por cento no final da tarde.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira e Angela Bittencourt)

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