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07/08/2007 - 08h34

PANORAMA1-Mercado espera que Fed fale sobre problemas do crédito

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 7 de agosto (Reuters) - O Federal Reserve deve manter o juro do país em 5,25 por cento ao ano às 15h15 desta terça-feira. A questão é o que o banco central dos Estados Unidos vai dizer sobre os problemas do setor de crédito imobiliário e a economia.

"O mercado vai querer buscar novas pistas que possam levá-lo a aumentar as apostas numa possível antecipação do início do processo de flexibilização monetária", disse o economista-chefe da corretora Concórdia, Elson Teles.

As apostas aumentaram na sexta-feira, depois de dados abaixo do esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Pesquisa da Reuters feita na sexta-feira com 19 dealers mostrou que 13 não vêem ação do Fed em 2007, enquanto 11 esperam que o próximo movimento seja um corte.

No depoimento semestral ao Congresso, feito em julho, o chairman do Fed, Ben Bernake, reduziu a previsão de crescimento econômico este ano em 0,25 ponto, devido em grande parte à fraqueza do setor imobiliário. A autoridade monetária vê agora crescimento de 2,25 por cento do PIB em 2007.

"Consideramos ser bastante provável que o Fomc amenize seu discurso a respeito da inflação, tendo em vista alguns resultados de indicadores de atividade e também em função dos prováveis efeitos recessivos... dos recentes problemas nos mercados de crédito", previu a corretora Fator em relatório.

"Sendo assim, avaliamos ser provável uma reavaliação do balanço de riscos para a neutralidade, o que pode amenizar, ao menos temporariamente, as preocupações do mercado", complementou.

Para Thomas Girard, diretor de portfólio e estratégia da New York Life Investment Management em Nova York, o Fed terá uma dura missão de reconhecer o problema do crédito imobiliário sem alarmar o mercado. "Será complicado."

Investidores também vão monitorar nesta terça-feira o relatório de produtividade, para mais sinais sobre o vigor da economia e de eventuais pressões inflacionárias.

Economistas prevêem alta de 2 por cento no segundo trimestre, após o avanço de 1 por cento nos primeiros três meses do ano. O custo unitário do trabalho deve subir 1,8 por cento, depois de alta semelhante no primeiro trimestre.

No Brasil, o destaque será o IGP-DI, que acelerou a alta para 0,37 por cento em julho, depois da leitura de 0,26 por cento de junho [ID:nN07136559].

Entre as notícias corporativas, destaque para o balanço do Itaú <ITAU4.SA>. O banco teve lucro líquido de 2,115 bilhões de reais no segundo trimestre, alta de 41,2 por cento ante igual período de 2006. O resultado recorrente foi de 1,919 bilhão de reais, ante 1,477 bilhão no segundo trimestre de 2006. O Bradesco <BBDC4.SA> abriu a temporada de resultados de bancos na véspera, com lucro em linha com o esperado.

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Veja como encerraram os principais mercados na segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,907 real, em alta de 0,26 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 2,340 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 0,46 por cento, a 53.091 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,1 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou com valorização de 1,11 por cento, aos 28.882 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 subiu a 11,14 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 teve eleção para 11,34 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 130,438 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,14 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuou 2 pontos, para 199 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 214 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> teve alta de 2,18 por cento, para 13.468 pontos, na maior alta percentual diária desde junho de 2003. O Nasdaq <.IXIC> subiu 1,44 por cento, a 2.547 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> registrou valorização de 2,42 por cento, para 1.467 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuou e o rendimento aumentou para 4,74 por cento no final da tarde.

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