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09/08/2007 - 17h05

Para UBS, 2o semestre pode ser ainda melhor para IPOs no Brasil

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 9 de agosto (Reuters) - O segundo semestre terá mais ofertas de ações na Bolsa de Valores de São Paulo que o primeiro e 2008 terá ainda mais operações que 2007. Essa é a previsão do UBS Pactual, principal coordenador de ofertas de ações no mercado brasileiro. O porém é a extensão dos problemas vistos no mercado de crédito norte-americano, ainda difíceis de se quantificar.

"O segundo semestre vai ser mais movimentado, se o mercado deixar, do que foi o primeiro semestre", disse Rodolfo Riechert, co-head de Investment Banking do UBS Pactual no Brasil em seminário da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) nesta terça-feira, em São Paulo.

"Tem umas ofertas grandes (para sair) como as das bolsas e a do Banco do Brasil <BBAS3.SA>, mas vai precisar de um mercado melhor. As bolsas (Bovespa e BM&F), por exemplo, quando vierem, todo mundo vai querer", comentou.

Mais de 50 empresas já captaram este ano 41,2 bihões de reais com ofertas de ações, acima dos pouco mais de 30 billhões de reais de 2006 inteiro. O destaque de 2007 ficou com empresas ligadas ao setor imobiliário e bancos de médio porte.

"A bolsa caiu de 58 mil para 53 mil pontos. Dez por cento do pico não é um negócio que assusta. A gente só não sabe a extensão (da crise) e se acabou agora ou se vai ter mais coisa para vir pela frente", ponderou o executivo.

"A gente está dando sorte de ser férias no Hemisfério Norte. Não estamos retardando nada, estamos preparando as empresas."

Segundo ele, a oferta da Cosan Limited será um bom teste para o mercado. O prazo de reserva vai até 14 de agosto e a precificação está prevista para 15 de agosto. A estréia dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs) na Bovespa está prevista para 17 de agosto.

"A empresa que está mais bem preparada, está mais charmosa agora, vai se sair bem. Aqueles setores que já têm muita empresa podem sofrer um pouco".

O mercado financeiro começou a se deteriorar no fim de julho com problemas no setor de crédito imobiliário nos Estados Unidos. Investidores temem que eles se espalhem para áreas e acabem reduzindo o crescimento econômico.

A principal preocupação agora é se haverá impacto no balanço dos bancos e se afetará a capacidades de concessão de empréstimos pelas instituições financeiras.

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