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21/08/2007 - 18h02

PANORAMA2-Expectativa sobre juro dos EUA impõe cautela

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 21 de agosto (Reuters) - A expectativa de um corte da taxa básica de juro dos Estados Unidos tomou conta dos negócios nesta terça-feira, dia de menor oscilação nos mercados.

As bolsas de valores em Nova York chegaram a se animar com a especulação de uma redução da meta para as fed funds em reunião extraordinária, mas passaram o dia pressionadas pela queda do petróleo e pelos problemas no mercado de crédito de alto risco.

Comentários do presidente do comitê bancário do Senado norte-americano, Christopher Dodd, deram força à expectativa dos investidores. Após um encontro, ele afirmou que o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, prometeu usar todas as ferramentas possíveis para conter a turbulência.

A incerteza no exterior, porém, não impediu uma alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a superar 50 mil pontos durante a sessão.

A crise, porém, já deixou marcas na bolsa. A Bovespa registra saldo externo negativo de 1,84 bilhão de reais em agosto, até o dia 16, período em que o Ibovespa recuou 11,38 por cento.

O comportamento arisco dos investidores estrangeiros contribuiu também para a alta do dólar. Segundo Mario Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação, houve saídas importantes de estrangeiros durante a manhã, quando a moeda norte-americana subiu quase 1 por cento.

Na agenda econômica, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou para 0,59 por cento na segunda prévia de agosto, pressionado pelos alimentos in natura. O dado, porém, não influenciou os juros futuros, porque grandes bancos já trabalhavam com essa perspectiva.

O Tesouro voltou a oferecer papéis nesta terça-feira após suspender uma operação na última quinta-feira por causa das "condições vigentes no mercado financeiro". A oferta total de 800 mil NTN-B foi vendida na primeira etapa do leilão e todas as taxas de juros subiram.

Veja como encerraram os principais mercados nesta terça-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,035 real, em alta de 0,30 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 1,5 bilhão de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 1,24 por cento, a 49.815 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 3,9 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 0,87 por cento, aos 25.535 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) encerraram sem rumo comum na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 subiu levemente, a 11,90 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 avançou a 12,22 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 130 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,18 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil avançava 3 pontos, para 219 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 244 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> recuou 0,23 por cento, para 13.090 pontos. O Nasdaq <.IXIC> subiu 0,51 por cento, a 2.521 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> teve alta de 0,11 por cento, as 1.447 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento caía a 4,598 por cento no final da tarde ante 4,63 por cento na segunda-feira.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira, Angela Bittencourt e Vanessa Stelzer)

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