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23/08/2007 - 08h30

PANORAMA1-Japão mantém juro e mercado aguarda inflação no Brasil

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 23 de agosto (Reuters) - A atenção de investidores permanece sobre qualquer sinalização de corte de juro pelo Federal Reserve, mas a agenda econômica desta quinta-feira merece destaque para alguns indicadores.

No Brasil, o mercado acompanhará a divulgação da inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que deve ter acelerado ligeiramente em agosto. A mediana e a média dos prognósticos de 23 analistas consultados pela Reuters apontaram taxa de 0,28 por cento, ante 0,24 por cento em julho [ID:nN23435817].

Dependendo do vigor da aceleração da inflação, o mercado pode alterar as previsões para a Selic este ano.

No Japão, o banco central fez como esperado e manteve a taxa básica de juro em 0,50 por cento. Foi a primeira reunião formal de um banco central do G7 para discutir juro desde que a turbulência nos mercados começou. Há um mês, analistas esperavam que o Japão elevasse sua taxa para 0,75 por cento.

Mas o que tem motivado o mercado nos últimos dias e que deve continuar influenciados os ativos é a expectativa de que o Federal Reserve corte o juro em menos de um mês.

Os problemas de crédito global parecem ter convencido a maior parte dos analistas de que o Fed agirá para ajudar os mercados e reduzirá a taxa básica de juros dos Estados Unidos em setembro.

Segundo uma pesquisa da Reuters, quarenta e cinco de 63 analistas disseram que o Fed cortará a taxa até a reunião de 18 de setembro [ID:nN22440770].

"Os mercados parecem um pouco mais calmos. A tempestade ainda não passou, mas pelo menos está diminuindo", disse Carley Garner, analista da Alaron Trading, em Las Vegas.

Analistas disseram que os anúncios do Banco Central Europeu de injetar liquidez no mercado aberto e de que quatro grandes bancos norte-americanos acessaram fundos diretamento junto ao Fed ajudaram a dar estabilidade ao mercado.

No fim da quarta-feira, o secretário-executivo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) manteve a projeÇão de crescimento da América Latina em 5 por cento em 2007, apesar das turbulências financeiras, e o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato, disse que o crescimento do Brasil está em boa situação.

Depois de quatro dias mais positivos no mercado, entretanto, não dá para descartar ajustes.

Para ler a agenda do dia, clique [nN23227569]

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,013 reais, em baixa de 1,08 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 2,376 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa avançou 3,87 por cento, a 51.744 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 5,45 por cento, aos 26.927 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 recuou a 11,74 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 caiu para 12,08 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 131,000 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,04 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuou 15 pontos, para 202 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 228 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> teve alta de 1,11 por cento, para 13.236 pontos. O Nasdaq <.IXIC> avançou 1,25 por cento, a 2.552 pontos, enquanto o índice S&P 500 <.SPX> teve valorização de 1,17 por cento, para 1,464 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caiu e o rendimento aumentou para a 4,65 por cento no final da tarde.

(Reportagem adicional de Silvio Cascione e Angela Bittencourt)

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