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24/08/2007 - 16h26

BM&F deve ficar mais próxima de IPO em 3 semanas

Por Daniela Machado e Elzio Barreto

CAMPOS DO JORDÃO, 24 de agosto (Reuters) - O caminho para a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) deve ficar mais curto em três semanas.

A assembléia geral para aprovar a desmutualização da bolsa está agendada para 14 de setembro, disse à Reuters Alvaro Augusto Vidigal, conselheiro da BM&F. "Não posso comentar mais nada porque estamos em período de silêncio", explicou.

Antes de decidir pelo IPO propriamente dito, a BM&F precisa passar pela desmutualização, em que será convertida de associação sem fins lucrativos para Sociedade Anônima de capital fechado. Para isso, é necessário que a assembléia do dia 14 dê sua aprovação para mudar o estatuto com pelo menos dois terços dos títulos patrimoniais.

Balanço da BM&F no final do ano passado contabilizava 720 títulos, sendo 470 de sócio efetivo, 82 de corretora de mercadorias, 100 de membro de compensação e 68 de operador especial.

A BM&F evita comentar o possível IPO. Durante o 3o Congresso de Derivativos, o presidente da bolsa, Manoel Felix Cintra Neto, afirmou apenas que "é um caminho possível" depois da desmutualização.

Quinta maior bolsa de futuros do mundo, a BM&F encerrou julho com volume médio negociado de 1,83 milhão de contratos diários, ante 1,01 milhão de contratos um ano atrás.

A Bovespa também prepara a desmutualização e agendou para a próxima terça-feira, dia 28, uma assembléia geral.

De acordo com uma fonte que acompanha o processo, o IPO da Bovespa ocorrerá antes do da BM&F. "O processo está mais adiantado e as duas operações devem ocorrer separadamente para não pressionar o câmbio", afirmou.

Na oferta pública, os títulos patrimoniais das bolsas serão transformados em ações. Após a abertura de capital, os títulos não deverão mais ser obrigatórios para que as corretoras atuem.

No caso da Bovespa, o balanço do encerramento de 2006 apontava 758 títulos patrimoniais em circulação e cinco em tesouraria. Em um leilão no fim de maio, sete títulos foram vendidos com ágio de 20 por cento sobre o preço mínimo, a 7,640 milhões de reais cada.

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