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29/08/2007 - 17h32

Bolsa sobe mais de 2%; dólar cai a R$ 1,967

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 29 de agosto (Reuters) - A agenda econômica fraca no exterior abriu espaço para a recuperação dos mercados nesta quarta-feira, com alta de cerca de 2% nas Bolsas de Valores dos Estados Unidos após a forte queda da véspera.

O índice Nasdaq, que reúne as ações do setor de tecnologia, liderou o desempenho positivo de Wall Street em meio à busca dos investidores por ações mais baratas após as perdas de terça-feira. A Bolsa de Valores de Nova York chegou a instituir limite de alta na última meia hora de pregão.

"A grande recuperação do setor de tecnologia está liderando o mercado, especialmente por termos sofrido tanto ontem", disse Tim Smalls, diretor de operação com ações da corretora Execution, em Connecticut.

"Mas não houve uma mudança fundamental para garantir essa alta, exceto que talvez as vendas de ontem tenham sido exageradas... Vamos ver mais oscilações grandes dentro das semanas", acrescentou.

Os mercados brasileiros acompanharam o alívio em Wall Street, com alta de mais de 2% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e queda do dólar para menos de R$ 2. No mercado de juros futuros, a maioria dos contratos fechou em queda, depois de subirem com o susto com o IGP-M.

A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) superou a previsão do mercado em agosto devido à pressão dos alimentos agrícolas. O indicador subiu 0,98%, ante 0,28% em julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em levantamento feito pela Reuters, economistas estimativam avanço de 0,73% neste mês.

Em meio à alta da inflação, o mercado prevê uma redução do ritmo de queda da taxa básica de juro, mostrou pesquisa realizada pela Reuters. Todas as 20 instituições financeiras ouvidas prevêem que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual, para 11,25% ao ano, na reunião de 4 e 5 de setembro. Nas duas reuniões anteriores, o corte foi de 0,50 ponto.

A agenda econômica do dia também trouxe o resultado do superávit primário do setor público, que caiu em julho frente ao mês anterior. Junto com o aumento da conta de juros, prejudicada pela valorização do real frente ao dólar, o país voltou a ter déficit nominal no mês.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

Câmbio
O dólar terminou a R$ 1,967, em queda de 1,80%. O volume no segmento interbancário foi de US$ 3,101 bilhões.

Bolsa
O Ibovespa subiu 2,11%, a 52.734 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 3,8 bilhões de reais.

ADRs brasileiros
O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 4,55%, aos 27.828 pontos.

Juros
A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 foi a 11,61%, enquanto o DI janeiro de 2010 fechou a 11,88%.

Global 40
O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132.125% do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,88% ao ano.

Risco-país
No final da tarde, o risco Brasil declinava 12 pontos, para 195 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 225 pontos-básicos.

Bolsas dos EUA
O índice Dow Jones subiu 1,90%, para 13.289 pontos. O Nasdaq avançou 2,5%, a 2.563 pontos. O índice S&P 500 elevou-se 2,19%, para 1.463 pontos.

Treasuries de 10 anos
O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento avançava a 4,57% no final da tarde.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira, Angela Bittencourt, Isabel Versiani e Vanessa Stelzer)
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