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06/09/2007 - 07h43

PANORAMA1-Mercado digere Copom e IPCA, mas foco continua nos EUA

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 6 de setembro (Reuters) - O Comitê de Política Monetária do Banco Central cortou o juro em 0,25 ponto na quarta-feira, como esperado, mas as apostas sobre o movimento futuro da taxa básica continuam dividindo opiniões.

A unanimidade no placar da decisão do Comitê na véspera indicou, para uns, sinal de que há espaço para mais reduções da taxa. Para outros, o corte de setembro pode ter sido o último do ano.

O recente repique da inflação também vem surpreendendo e adicionando mais dúvidas sobre em que patamar o BC deve deixar a Selic antes de uma parada técnica. Por isso, o IPCA de agosto, que sai esta manhã, será monitorado de perto.

Analistas esperam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha avançado para 0,47 por cento, seguindo a leitura de 0,24 por cento do mês anterior [nN05426396].

Nos Estados Unidos, o relatório semanal de auxílio-desemprego ganha destaque, devido à expectativa pelos dados sobre o mercado de trabalho, que saem na sexta-feira --feriado no Brasil.

Na véspera, um relatório mostrou que o setor privado norte-americano contratou 38 mil pessoas em agosto, muito abaixo da estimativa de analistas e no menor ritmo em quatro anos, gerando expectativa de um número fraco na sexta-feira.

Os dados sobre produtividade e o setor de serviços dos Estados Unidos também devem dar pistas sobre o vigor da economia norte-americana, em um momento que o mercado tenta avaliar se a crise do setor de hipoteca de risco nos Estados Unidos afetou a economia.

Na Europa, o BCE define o juro da zona do euro. Analistas prevêem manutenção da taxa em 4 por cento, mas estarão atentos a qualquer comentário sobre eventuais efeitos da crise e sinais sobre o rumo da taxa.

Nesta manhã, o BC da China anunciou o sétimo aumento neste ano da alíquota dos depósitos compulsórios no país. A nova taxa, de 12,5 por cento para os grandes bancos, entrará em vigor em 25 de setembro. [ID:nN06299305]

Para ler a agenda do dia, clique [nN06247813]

Veja como encerraram os principais mercados na quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,968 real, em alta de 0,97 por cento. o volume no segmento interbancário foi de 1,605 bilhão de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa caiu 1,53 por cento, a 54.407 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 4,04 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em baixa de 2,10 por cento, aos 28.764 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) avançou na BM&F. O DI janeiro de 2009 fechou a 11,57 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 subiu a 11,85 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuava para 132,0 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,89 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 9 pontos, para 205 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 232 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> perdeu 1,07 por cento, para 13.305 pontos. O Nasdaq <.IXIC> caiu 0,92 por cento, a 2.605 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> recuou 1,15 por cento, para 1.472 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento caía a 4,47 por cento no final da tarde.

(Reportagem adicional de Silvio Cascione e Angela Bittencourt)

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