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15/10/2007 - 18h31

Bovespa fecha em alta de quase 1%, mesmo com queda das Bolsas dos EUA

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 15 de outubro (Reuters) - Os mercados brasileiros voltaram do feriado com pique, mas foram em parte frustrados pelo mau humor de Wall Street nesta segunda-feira. Enquanto o dólar voltou a fechar em alta acompanhando a forte queda das Bolsas em Nova York, a Bovespa ganhou fôlego no fim do pregão e avançou quase 1%.

O mercado local começou bem o dia, tirando o atraso do feriado de Nossa Senhora Aparecida; na sexta-feira, os principais índices acionários norte-americanos haviam fechado em alta, em reação a dados positivos sobre o varejo.

Com esse embalo, o dólar voltou a ser negociado abaixo de R$ 1,80. Ao mesmo tempo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a se aproximar novamente dos 64 mil pontos.

O ânimo, porém, diminuiu quando as Bolsas de Valores norte-americanas mergulharam em queda de mais de 1%. Os negócios foram afetados pela alta recorde do petróleo e pelos novos temores sobre a saúde dos bancos.

O Citigroup , maior banco dos Estados Unidos, anunciou uma queda de 57% no lucro no terceiro trimestre. Além disso, o mercado recebeu a notícia de que grandes instituições financeiras estão se juntando para formar um fundo bilionário com o objetivo de proteger a economia global de futuras crises de crédito.

"Há alguma preocupação novamente com o setor financeiro. O relatório do Citigroup e esse fundo que os bancos estão montando fizeram as pessoas pensarem que talvez haja mais problemas lá fora", disse Bucky Hellwig, vice-presidente sênior do Morgan Asset Management, em Birmingham, Alabama.

O pregão da Bovespa desta segunda-feira foi influenciado pelo exercício de opções, que superou marca de dezembro de 1994 e teve volume recorde -- R$ 3,5 bilhões.

No mercado de juros, o investidor concentrou os negócios em alguns contratos e reafirmou as apostas em apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica até o final do ano. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) encerra a penúltima reunião do ano, e alguns analistas vêem a possibilidade de que o ciclo de afrouxamento monetário seja interrompido.

Veja como encerraram os principais mercados nesta segunda-feira:

Câmbio
O dólar terminou a R$ 1,815, em alta de 0,44%. O volume do segmento interbancário foi de US$ 3,925 bilhões.

Bolsa
O Ibovespa subiu 0,82%, a 62.969 pontos. O volume financeiro na Bolsa foi de R$ 9 bilhões.

ADRs brasileiros
O índice de principais ADRs brasileiros fechou em baixa de 1,58%, aos 35.397 pontos.

Juros
Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na BM&F. O DI janeiro de 2008 foi a 11,04%, enquanto o DI janeiro de 2009 fechou a 11,20% e o DI janeiro de 2010 foi a 11,22% ao ano.

Global 40
O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 133.688% do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,62% ao ano.

Risco-país
No final da tarde, o risco Brasil subia 2 pontos, a 159 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 182 pontos-básicos.

Bolsas dos EUA
O índice Dow Jones teve variação negativa de 0,77%, para 13.984 pontos, o Standard & Poor's 500 baixou 0,84%, para 1.548 pontos e o Nasdaq perdeu 0,91%, para 2.780 pontos.

"Treasuries" de dez anos
O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava e o rendimento recuava para 4,68% no final da tarde.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira, Rodolfo Barbosa e Angela Bittencourt)
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