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17/10/2007 - 18h58

PANORAMA2-Petróleo assusta, mas Bovespa recupera força no final

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 17 de outubro (Reuters) - A disposição do petróleo em bater sucessivos recordes voltou a assustar os mercados financeiros, mas o fechamento mais brando da commodity ajudou a desanuviar o clima do mercado, dando espaço para um forte impulso na Bolsa de Valores de São Paulo.

Ainda assim, o mercado acionário norte-americano acabou dividido, o que ajudou na valorização do dólar no Brasil.

A alta do petróleo em Nova York para o recorde de 89 dólares por barril foi disparada pelo aval do Parlamento da Turquia a uma operação militar no norte do Iraque. No final do dia, no entanto, o barril da commodity acabou cedendo e fechou em queda pela primeira vez em sete sessões.

O clima ruim ofuscou resultados positivos de grandes empresas de tecnologia, como a Intel <INTC.O> e o Yahoo <YHOO.O>, que haviam sustentado o mercado no começo do dia.

"Não houve ao final tanto efeito dos lucros de tecnologia sobre o mercado. As pessoas estão preocupadas com o consumo --o petróleo está em níveis recordes e ainda há preocupação com as hipotecas", disse Bobby Harrington, diretor de operações do UBS, em Stamford, Connecticut.

O mercado norte-americano recebeu também alguns dados econômicos desanimadores. O início de construção de moradias caiu em setembro para o menor nível em mais de 14 anos, e os preços ao consumidor subiram para o maior nível desde maio.

No entanto, a alta da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) já era esperada pelo mercado, e teve pouca repercussão sobre os negócios.

Outro relatório publicado nesta quarta-feira, o Livro Bege do Fed, mostrou que a atividade econômica cresceu em todos os distritos do BC norte-americano, mas que o ritmo da expansão desacelerou desde agosto e os mercados imobiliários continuaram a se enfraquecer.

No Brasil, o mercado de câmbio recebeu o dado parcial de fluxo de câmbio em outubro. Segundo dados do BC, o país teve entrada líquida de 1,295 bilhão de dólares nos nove primeiros dias úteis do mês.

O ingresso líquido de dólares no país, que supera os 70 bilhões de dólares no ano, já acende o sinal de alerta na avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o órgão, os governos latino-americanos precisam ficar atentos com esse fluxo para evitar o superaquecimento de suas economias.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,823 real, em alta de 0,44 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 6,076 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa fechou em alta de 2,39 por cento, a 63.193 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 15,8 bilhões de reais, alavancado pelo vencimento de índice futuro.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 1,56 por cento, aos 35.130 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam em alta na BM&F. O DI janeiro de 2008 subiu a 11,06 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 fechou a 11,23 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 134,125 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,56x por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia a 167 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 189 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> teve variação negativa de 0,15 por cento, a 13.892 pontos. Já o Nasdaq <.IXIC> subiu 1,04 por cento, para 2.792 pontos, enquanto o índice S&P 500 <.SPX> exibiu alta de 0,18 por cento, para 1.541 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, registrou alta e o rendimento caiu para 4,56 por cento no final da tarde.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira, Angela Bittencourt e Rodolfo Barbosa)

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