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23/10/2007 - 08h31

Com agenda fraca, mercados seguem cenário externo

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO, 23 de outubro (Reuters) - Os mercados nacionais continuam à mercê do comportamento dos investidores externos nesta terça-feira, dia de agenda fraca de indicadores. Além disso, a semana inspira cautela, antes da divulgação da ata do Copom e da decisão sobre juro do Federal Reserve, na próxima semana.

Alertas de bancos e de algumas empresas em meio à crise imobiliária ressuscitaram os temores sobre o crescimento norte-americano na semana passada.

Os investidores estão agora atentos aos balanços trimestrais. Na véspera, após o fechamento, a Apple confirmou as expectativas otimistas do mercado e informou lucro trimestral maior, de US$ 904 milhões. Amazon.com e AT&T divulgam seus resultados na terça-feira.

"Neste contexto predominante, a volatilidade ocorre naturalmente e, por vezes, com movimentos muito bruscos, deformando a realidade sobre o que efetivamente ocorre no mercado de câmbio local", disse Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora.

Na véspera, o dólar subiu quase 1% e a Bovespa iniciou o dia com perdas significativas, mas depois passou para o terreno positivo, acompanhando os mercados externos.

"Apesar da fraca agenda de divulgações nos EUA nesta semana, o cenário internacional continua sendo o principal foco para os mercados domésticos", afirmou Darwin Dib, economista do Unibanco.

Os mercados externos estão atentos à reunião do Fed na próxima quarta-feira, dia 31, após o corte de 0,50 ponto na taxa de juro norte-americana na reunião anterior.

Localmente, os investidores seguem aguaradado a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o IPCA-15. Na semana passada, o Comitê interrompeu um ciclo de 18 cortes na Selic e manteve a taxa em 11,25%.

Veja como encerraram os principais mercados na segunda-feira:

Câmbio
O dólar terminou a R$ 1,818, em alta de 0,78%. O volume do segmento interbancário foi de US$ 2,316 bilhões.

Bolsa
O Ibovespa avançou 0,53%, a 61.215 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de R$ 4,8 bilhões.

ADRs brasileiros
O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 0,40%, aos 34.285 pontos.

Juros
A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiu na BM&F. O DI janeiro de 2008 permaneceu em 11,11% ao ano; o DI janeiro de 2009 subiu a 11,54%; e o DI janeiro de 2010 avançou a 11,76% ao ano.

Global 40
O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, operava estável, a 134,3% do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,5% ao ano.

Risco-país
No final da tarde, o risco Brasil caía 1 ponto, a 176 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 204 pontos-básicos.

Bolsas dos eua
O índice Dow Jones teve variação positiva de 0,33%, a 13.567 pontos. O Nasdaq subiu 1,06%, para 2.753 pontos. O índice S&P 500 exibiu alta de 0,38%, aos 1.506 pontos.

"Treasuries" de dez anos
O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento avançava para 4,4% no final da tarde.

(Reportagem adicional de Angela Bittencourt, Rodolfo Barbosa e Silvio Cascione)
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