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24/10/2007 - 08h29

PANORAMA1-Moradias e balanços dos EUA ofuscam IPCA-15

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO, 24 de outubro (Reuters) - O investidor doméstico até pode reagir a uma eventual surpresa do IPCA-15 nesta quarta-feira, mas vai buscar mesmo direção nos dados econômicos e balanços corporativos da maior economia do mundo para medir o impacto da crise imobiliária e proteger seu bolso.

Os Estados Unidos divulgam o número de vendas de moradias usadas em setembro às 12h (horário de Brasília) e a expectativa é de uma taxa de 5,25 milhões de unidades, ante 5,5 milhões no mês anterior.

O dia contará ainda com resultados de empresas como Merrill Lynch, Boeing e Anheuser-Busch.

"O que vimos nos últimos dias é foco total no cenário externo... e (quarta-feira) não será diferente. Tem venda de casas existentes --um número não muito fraco pode ajudar no bom funcionamento do mercado-- e tem também balanços corporativos", disse Flávio Serrano, economista-chefe da López León Markets.

Por enquanto, os resultados vêm animando. A Apple garantiu dois dias de ganhos em Wall Street, inclusive na terça-feira, quando os índices tiveram alta em torno de 1 por cento.

Mas as expectativas em relação aos dados do Merrill Lynch não são das melhores. Alguns jornais norte-americanos publicaram nesta quarta que as perdas contábeis do Merrill pode ficar acima da previsão anterior. A notícia contribuiu para a queda das bolsas na Ásia. [ID:nN24393588]

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), por outro lado, será menos observado, uma vez que, segundo analistas, o cenário de política monetária já está em parte determinado: cortes de juros voltarão a ocorrer apenas no ano que vem.

Refletindo menores custos de leite e derivados, o IPCA-15 deve ter subido em ritmo menor em outubro, segundo pesquisa da Reuters.

A mediana e a média das previsões de 17 analistas apontaram uma inflação de 0,21 por cento para este mês, abaixo da leitura de 0,29 por cento apurada em setembro. Os prognósticos ficaram em uma faixa de 0,20 a 0,22 por cento de alta. Veja pesquisa [ID:nN24310462]

"Domesticamente, a única coisa que pode influenciar um pouco o mercado é o IPCA-15, mas um número fora das previsões não teria uma reação tão forte quanto um número fora das previsões lá fora", acrescentou Serrano.

Para ver a agenda desta quarta-feira, clique [nN24238798]

Veja como encerraram os principais mercados na terça-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,798 real, em baixa de 1,10 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 3,081 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa elevou-se em 2,42 por cento, a 62.697 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 4,4 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou com valorização de 3,8 por cento, aos 35.588 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na BM&F. O DI janeiro de 2008 permaneceu em 11,11 por cento; o DI julho de 2008 caiu a 11,26 por cento; o DI janeiro de 2009 recuou a 11,41 por cento; e o DI janeiro de 2010, a 11,58 por cento ao ano.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 134,4 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,5 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 3 pontos, a 175 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 203 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> teve variação positiva de 0,81 por cento, a 13.676 pontos. O Nasdaq <.IXIC> avançou 1,65 por cento, para 2.799 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> exibiu alta de 0,88 por cento, aos 1.519 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento declinava para 4,4 por cento no final da tarde.

(Colaboraram Angela Bittencourt, Silvio Cascione e Rodolfo Barbosa)

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