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09/01/2008 - 08h01

PANORAMA1-Agenda se esvazia, mas não anula preocupação com EUA

SÃO PAULO, 9 de janeiro (Reuters) - A agenda de indicadores econômicos é praticamente nula nesta quarta-feira, abrindo espaço para que os mercados financeiros respirem depois da intensa volatilidade das últimas sessões.

Há dois dias os investidores aqui e nos Estados Unidos ensaiam uma recuperação mais consistente das fortes perdas registradas na sexta-feira, quando um relatório do governo norte-americano mostrou fraqueza do mercado de trabalho.

Mas o medo de uma recessão nos EUA não sai da cabeça --e dos negócios. Após a mensagem de duas autoridades do Federal Reserve, na terça-feira, de que a economia pode se enfraquecer mais, é a vez de o presidente do Fed de St. Louis participar de um evento público.

EMPRESAS

Investidores começam a se preparar para a temporada de divulgação dos resultados do quarto trimestre, no Brasil e no mundo.

Na quarta-feira, nos EUA, a Alcoa anuncia o resultado do último trimestre fiscal. A expectativa de analistas é de queda no luccro da maior produtora mundial de alumínio. Normalmente os números de grandes empresas afetam o humor do mercado e influenciam o desempenho dos principais índices de ações.

COMMODITIES E ENERGIA

Um sentimento de alta persiste nos mercados futuros das principais commodities, por compras de fundos e outros investidores. A soja, negociada em Chicago, e o ouro, em Nova York, atingiram novos recordes.

Ao mesmo o tempo, o petróleo retomou tendência de alta, com militantes ameaçando atacar uma petrolífera na Nigéria.

Nos mercados de café e açúcar, os fundamentos impulsionam os preços.

O Brasil, maior produtor mundial de café, anunciou uma safra menor que a esperada. No caso do açúcar, grandes compras de fundos levaram a commodity ao maior patamar em um ano, e o mercado segue de olho na crescente demanda por álcool combustível no Brasil.

Veja como encerraram os principais mercados na terça-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,761 real, em baixa de 0,23 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 3,205 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa fechou em alta de 2,15 por cento, a 62.080 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,37 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros teve variação positiva de 0,23 por cento, aos 35.192 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na BM&F. O DI janeiro de 2009 recuou a 12,02 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 fechou a 12,68 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 134,875 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,35 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil cedia 3 pontos, a 226 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 253 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> caiu 1,86 por cento, a 12.589 pontos. O Nasdaq <.IXIC> baixou 2,36 por cento, para 2.440 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> declinou 1,84 por cento, aos 1.390 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, mostrava-se praticamente estável, com rendimento de 3,83 por cento no final da tarde.

(Colaboraram Daniela Machado, Roberto Samora e Cesar Bianconi; Edição de Vanessa Stelzer)

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