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10/01/2008 - 08h01

PANORAMA1-À espera de Bernanke, mercado pesa alertas de recessão

SÃO PAULO, 10 de janeiro (Reuters) - O chairman do Federal Reserve fala e o mundo deve parar para ouvir.

Com os nervos à flor da pele diante da possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos, os investidores devem acompanhar com atenção um discurso de Ben Bernanke nesta quinta-feira, previsto para 16h (horário de Brasília).

O tema da palestra é atrativo no momento em que qualquer pista sobre o rumo da economia norte-america é valiosa: "Mercados Financeiros, Perspectiva Econômica e Política Monetária".

Na quarta-feira, o coro dos que alertam para os riscos de recessão ganhou o reforço de pesos pesados como Goldman Sachs, Fórum Econômico Mundial e Organização das Nações Unidas (ONU).

EMPRESAS

A Alcoa anunciou na noite passada um lucro líquido de 632 milhões de dólares, ou 0,75 dólar por ação, em comparação com os 359 milhões de dólares, ou 0,41 dólar por ação, vistos no mesmo período do ano passado. A empresa registrou um benefício de 0,38 dólar por ação no trimestre mais recente, relacionado ao seu acordo para vender a sua unidade voltada ao consumidor e a empacotamento.

As receitas caíram para 7,39 bilhões de dólares em relação aos 7,84 bilhões de dólares por conta dos preços menores do metal, afirmou a empresa.

POLÍTICA

O governo prepara um relatório com opções de cortes de despesas que será apresentado aos líderes aliados.

Para compensar o fim da CPMF, o governo se comprometeu a cortar 20 bilhões de reais do Orçamento de 2008 e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou que cerca de 90 por cento serão feitos no Executivo.

COMMODITIES E ENERGIA

Nesta quinta-feira, autoridades do Ministério de Minas e Energia vão se reunir para avaliar a situação do abastecimento de energia no país, num momento em que os reservatórios das hidrelétricas, especialmente na região Nordeste, estão em níveis considerados críticos.

A reunião ocorre depois de o diretor da agência reguladora do setor, a Aneel, Jerson Kelman, ter afirmado na terça-feira que "não é impossível" um racionamento de energia este ano.

Representantes do governo, entretanto, negam qualquer risco de racionamento em 2008.

Veja como encerraram os principais mercados na quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,769 real, em alta de 0,45 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 1,7 bilhão de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 0,96 por cento, a 62.673 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 3,52 por cento, aos 36.432 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiu na BM&F. O DI janeiro de 2009 fechou a 12,06 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 foi a 12,73 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 134,69 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,37 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 8 pontos, a 233 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 255 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> avançou 1,16 por cento, a 12.735 pontos. O Nasdaq <.IXIC> ganhou 1,39 por cento, aos 2.474 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> subiu 1,36 por cento, aos 1.409 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia para 3,81 por cento no final da tarde ante 3,78 por cento na terça-feira.

(Colaboraram Daniela Machado, Cesar Bianconi e Mair Pena Neto; Edição de Vanessa Stelzer)

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