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14/01/2008 - 08h00

Agenda da semana reserva inflação e balanços nos EUA

SÃO PAULO, 14 de janeiro (Reuters) - A semana começa morna para os mercados financeiros, melindrados pelo intenso vaivém de notícias sobre os Estados Unidos nos últimos dias.

A agenda econômica esquenta a partir de terça-feira, com uma seqüência de dados que devem pesar na próxima decisão do Federal Reserve (banco central americano): inflação no atacado e no varejo, estoques empresariais, produção industrial, confiança do consumidor e o próprio Livro Bege do Fed.

No Brasil, os juros futuros iniciam a contagem regressiva para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para o dia 23.

Empresas
O noticiário corporativo mais esperado vem dos Estados Unidos. Serão divulgados a partir de terça-feira os resultados do último trimestre de importantes bancos, e o mercado está ansioso para saber o impacto da crise do setor imobiliário norte-americano sobre os lucros das instituições financeiras.

Na sexta-feira, o jornal "The New York Times" publicou matéria em seu site afirmando que o banco Merrill Lynch deve ter baixa contábil de US$ 15 bilhões decorrente de investimentos em hipotecas, e que o banco estaria atrás de nova injeção de recursos.

O Citigroup divulgará seu balanço trimestral na terça-feira, o JP Morgan na quarta e o Merrill na quinta-feira.

Commodities e energia
As atenções estarão voltadas para os mercados de grãos da Bolsa de Chicago, depois de vários contratos futuros de trigo, milho e soja atingirem limites de alta na sexta-feira, devido à divulgação de dados altistas sobre a oferta nos Estados Unidos.

Os mercados de commodities agrícolas continuam alimentados por previsões de forte demanda, tanto dos setores de alimentação como de biocombustíveis.

Política
Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve confirmar o senador Edison Lobão (PMDB-MA) como o novo ministro de Minas e Energia. Indicado pelo senador José Sarney (PMDB-AP), Lobão assumirá a pasta em meio a incertezas sobre o fornecimento de energia devido à falta de chuvas.

A semana será marcada ainda pelo debate sobre os cortes de R$ 20 bilhões que o governo pretende fazer este ano para compensar a perda de arrecadação da CPMF.

Veja como encerraram os principais mercados na sexta-feira:

Câmbio
O dólar terminou a R$ 1,748, em baixa de 0,51%. O volume do segmento interbancário foi de US$ 1,2 bilhão.

Bolsa
O Ibovespa (principal índice da Bolsa brasileira) caiu 2,48%, a 61.942 pontos. O volume financeiro na Bolsa foi de R$ 5,5 bilhões.

ADRs brasileiros
O índice de principais ADRs brasileiros fechou em baixa de 2,35%, aos 36.089 pontos.

Juros
A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na BM&F. O DI janeiro de 2009 recuou a 12,03%, enquanto o DI janeiro de 2010 fechou a 12,72%.

Global 40
O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 134,938% do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,36% ao ano.

Risco-país
No final da tarde, o risco Brasil subiu a 233 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 258 pontos-básicos.

Bolsas dos EUA
O índice Dow Jones perdeu 1,92%, a 12.606 pontos. O Nasdaq caiu 1,95%, para 2.439 pontos. O índice S&P 500 baixou 1,36%, para 1.401 pontos.

"Treasuries" de dez anos
O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos, referência do mercado, avançava, e o rendimento caía para 3,8% no final da tarde.

(Colaboraram Daniela Machado, Cesar Bianconi, Mair Pena Neto e Roberto Samora; Edição de Vanessa Stelzer)
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