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05/03/2008 - 18h24

PANORAMA2-Números dão trégua nos EUA, mas Ambac inquieta mercado

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 5 de março (Reuters) - Os indicadores sobre os Estados Unidos deram uma trégua nesta quarta-feira, aliviando a pressão sobre o mercado de ações em Nova York. A proposta tímida de aumento de capital da seguradora de bônus Ambac <ABK.N>, porém, deixou alguns investidores desconfiados.

A companhia, que fez o seguro de bihões de dólares em ativos ligados a hipotecas de alto risco (subprime), tenta manter o rating "AAA" de excelência. Sua tentativa de obter pelo menos 1,5 bilhão de dólares no mercado, no entanto, não foi recebida pelo mercado com otimismo.

"Nós estimamos que a empresa teve perdas entre 7 e 10 bilhões de dólares... Eles precisarão de muito mais", disse Sean Egan, diretor da Egan-Jones Ratings, na Filadélfia.

O anúncio, feito no meio da tarde, conteve o ímpeto do mercado após alguns dados relativamente bons. Um dado sobre o setor de serviços, ainda que tenha mostrado contração em fevereiro, veio melhor do que o esperado pelo mercado.

Além disso, os estoques de petróleo tiveram uma redução surpreendente, o que sinalizou uma demanda ainda forte mesmo com a desaceleração em curso nos Estados Unidos. Esse resultado disparou o preço do petróleo, que fechou acima de 104 dólares.

No Brasil, a relativa melhora dos mercados norte-americanos se refletiu no dólar e na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que na véspera haviam sentido a pressão negativa vinda de Wall Street.

Houve pouca movimentação no mercado local em torno da decisão do Copom, já que há o consenso de que a taxa básica de juros será mantida em 11,25 por cento ao ano nesta noite.

A alta da produção industrial, que teve em janeiro o segundo melhor desempenho desde julho de 2006, deu apoio à tese de que a economia brasileira já se encontra em ritmo acelerado. O crescimento da atividade foi de 1,8 por cento em janeiro.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,671 real, em baixa de 0,89 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 2,875 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 1,53 por cento, a 64.629 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros encerrou em alta de 2,89 por cento, aos 39.008 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam em baixa na BM&F. O DI janeiro de 2009 caiu a 11,72 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 recuou a 12,39 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, estava estável a 134,250 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,35 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil caía a 248 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 274 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> fechou em alta de 0,34 por cento, a 12.254 pontos. O Nasdaq <.IXIC> subiu 0,55 por cento, para 2.272 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> avançou 0,52 por cento, aos 1.333 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia para 3,70 por cento no final da tarde.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

(Reportagem adicional de Aluísio Alves e Rodrigo Viga Gaier; Edição de Alexandre Caverni)

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