UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

06/03/2008 - 08h32

PANORAMA1-Europa define juro e deve consolidar diferença com Fed

SÃO PAULO, 6 de março (Reuters) - Sem surpresas na manutenção do juro básico brasileiro pelo Comitê de Política Monetária (Copom), os investidores monitoram nesta quinta-feira as decisões de política monetária pela Europa.

O Banco da Inglaterra anuncia às 9h (horário de Brasília) o resultado de seu encontro e a expectativa é de manutenção da taxa em 5,25 por cento. Segundo economistas ouvidos pela Reuters, o BoE vai esperar até maio para voltar a cortar o juro devido aos temores inflacionários.

Um pouco depois, às 9h45, é o Banco Central Europeu (BCE) que faz seu anúncio. Também nesse caso a previsão é de juro intacto, em 4,0 por cento ao ano.

Essa perspectiva, aliada a de que o Federal Reserve terá que cortar mais o juro norte-americano, deve manter o dólar em baixa pelo mundo.

No Brasil, a decisão do Copom de manter a Selic em 11,25 por cento ao ano foi unânime. Foi a quarta reunião consecutiva em que a taxa ficou inalterada. O mercado espera na próxima semana a divulgação da ata da reunião.

COMMODITIES E ENERGIA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulga pela manhã a mais recente estimativa para a safra de grãos 2007/08 do Brasil.

Consultorias independentes têm elevado suas projeções particularmente para a produção de soja e há expectativa de que a Conab ajuste também para cima a sua estimativa para a oleaginosa, já que no geral o clima tem sido bom para as lavouras e a produtividade está satisfatória.

Os preços da soja, e também dos outros grãos, estão em níveis recordes apesar do Brasil estar entrando no pico da safra, devido a baixos estoques globais e ao fluxo especulativo direcionado às commodities.

POLÍTICA

A votação do Orçamento da União no Congresso foi adiada para esta quinta-feira pela indefinição sobre o destino de verva de 534 milhões de reais, ques estava reservada para anexo de metas e prioridades.

Veja como encerraram os principais ativos na quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,671 real, em baixa de 0,89 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 2,875 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 1,53 por cento, a 64.629 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros encerrou em alta de 2,89 por cento, aos 39.008 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam em baixa na BM&F. O DI janeiro de 2009 caiu a 11,72 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 recuou a 12,39 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, estava estável a 134,250 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,35 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil caía a 248 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 274 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> fechou em alta de 0,34 por cento, a 12.254 pontos. O Nasdaq <.IXIC> subiu 0,55 por cento, para 2.272 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> avançou 0,52 por cento, aos 1.333 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia para 3,70 por cento no final da tarde.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

(Por Daniela Machado; Edição de Alberto alerigi Jr.)

Hospedagem: UOL Host