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13/03/2008 - 17h57

PANORAMA2-BC divulga ata bastante dura e mercado refaz projeções

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 13 de março (Reuters) - O Banco Central elevou o tom contra as pressões inflacionárias e revirou as projeções de juros no mercado brasileiro nesta quinta-feira.

Parte do mercado começou a prever para abril ou junho uma alta na taxa básica de juros. No mercado futuro, houve uma alta generalizada dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI).

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC disse que já considerou a possibilidade de elevar a taxa Selic na semana passada. A preocupação é com o aquecimento da demanda, principal motor do crescimento recente, mas com potencial para inflar os preços.

"Essa novidade (na ata)... manterá pressionadas as taxas de juros futuras ao longo dos próximos meses", comentou a consultoria econômica LCA, em relatório.

Além da ata conservadora do BC, o mercado brasileiro teve que conviver o dia todo com a turbulência internacional. As bolsas em Nova York despencaram após o calote de 16,6 bilhões de dólares do fundo Carlyle Capital, mas se recuperaram mais tarde com o relatório otimista da agência de classificação de risco Standard & Poor's sobre a crise global de crédito.

"A notícia positiva é que, na nossa opinião, o setor financeiro global parece já ter anunciado a maior parte das baixas contábeis em ativos lastreados em hipotecas de alto risco", escreveu o analista de crédito Scott Bugie, da S&P.

A reação das ações, contudo, não escondeu o nervosismo em outros setores do mercado. O petróleo e o ouro bateram novos recordes nesta quinta-feira, com o metal acima de 1.000 dólares pela primeira vez na história, e o dólar continuou patinando diante de outras moedas de peso.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quinta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,692 real, em alta de 1,08 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 4,971 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa fechou com leve alta de 0,17 por cento, a 62.279 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,95 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros caiu 0,25 por cento, aos 36.997 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam em alta na BM&F. O DI janeiro de 2009 subiu a 12,17 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 foi a 12,98 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 132,750 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,55 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subiu a 278 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 297 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> teve valorização de 0,29 por cento, a 12.145 pontos. O Nasdaq <.IXIC> avançou 0,88 por cento, para 2.263 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> subiu 0,51 por cento, aos 1.315 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia para 3,53 por cento no final da tarde.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

(Reportagem adicional de Aluísio Alves; Edição de Alexandre Caverni)

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