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16/05/2008 - 16h33

JURO-Projeções caem pelo 2o dia e corrige altas recentes

SÃO PAULO, 16 de maio (Reuters) - O mercado de juros exagerou nas altas recentes e aproveitou as notícias positivas dos últimos dias para emendar dois pregões seguidos de queda nesta sexta-feira, segundo operadores. Tal movimento deve ser de curto prazo, já que indicadores e comentários do Banco Central tornam certo que a Selic subirá mais neste ano.

Depois de subir a semana passada inteira reagindo a dados de inflação mais altos, o mercado recebeu bem as medidas de desoneração de produtos que vêm pressionando os índices de preços --trigo, farinha de trigo e pão francês-- e os números em linha com previsto --apesar de fortes-- das vendas no varejo e do IGP-10.

Além disso, o ânimo dos mercados brasileiros em geral era estimulado pelas especulações de que em breve outra agência de classificação de risco --agora as apostas se concentram na Fitch-- também eleve o Brasil a grau de investimento duas semana após a Standard &m Poor's fazê-lo.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2010 --o mais negociado-- caiu de 14,34 por cento no fechamento da véspera para 14,18 por cento. O DI janeiro de 2009 recuou de 13,09 para 13,04 por cento.

Nesta manhã, mais um dado animou o mercado: o IPC-S subiu 0,70 por cento na segunda prévia de maio, abaixo da alta de 0,83 por cento da primeira semana e da previsão de analistas de 0,77 por cento.

"Notícia ruim não tem nenhuma, então está caindo. Tem a questão da Fitch, do trigo e dos dados em linha (com o esperado)", disse o consultor de investimentos de uma corretora, que preferiu não se identificar.

"O mercado está voltando aos níveis da semana passada (antes das altas). Ele está um pouco menos pessimista, mas ainda não é nada para se comemorar. É certeza que na próxima reunião (do BC) vai ter mais uma alta e depois mais altas além dessa."

Ele lembrou que as taxas de 2009 estão no patamar de 13 por cento e que as de 2012 superam os 14 por cento, ou sejam, continuam bem altas.

Segundo operadores, a curva de juro projeta Selic no fim do ano perto de 13,75 por cento.

"Não vejo um motivo muito grande para essa grande euforia de dois de queda... A tendência não vai continuar sendo essa", afirmou um operador.

TÍTULOS PÚBLICOS

No mercado aberto, o Banco Central realizou duas operações. Na primeira, ele recolheu 19,705 bilhões de reais dos bancos, até o dia 5 de junho, pagando taxa de 11,70 por cento ao ano.

A outra operação recolheu 24,431 bilhões de reais, até segunda-feira, a 11,65 por cento.

(Reportagem de Vanessa Stelzer; Edição de Cláudia Pires)

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