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26/05/2008 - 14h27

Agências de classificação terão código de conduta mais rígido

Por Huw Jones

BRUXELAS, 26 de maio (Reuters) - As agências de classificação de risco serão proibidas de ajudar a projetar produtos que elas também avaliem posteriormente. Esse é um dos pontos que constam de um código de conduta para o setor mais rígido, com o objetivo de combater os problemas expostos pela crise das hipotecas de alto risco norte-americanas.

Um código voluntário projetado em 2003 pela International Organisation of Securities Commissions (Iosco) está sendo atualizado em um encontro em Paris nesta semana.

A Iosco vai publicar o novo código após esta semana, mas deve evitar pedir por regras mandatórias.

"O código sempre será um código voluntário. Ele será deixado para que os países-membros decidam se eles querem transformá-lo em legislação", disse uma fonte ligada à reunião.

As agências incluem a Standard & Poor's, uma unidade da McGraw Hill Cos. <MHP.N>, Moody's <MCO.N>, Fitch, e parte da Fimalac <LBCP.PA>.

A Iosco não quis fazer comentários antes da publicação.

Alguns formuladores de políticas disseram que o setor é pouco regulado e muito lento em avisar investidores sobre os riscos dos complexos produtos financeiros ligados às hipotecas norte-americanas.

As agências deram notas muito altas para esses produtos, mas eles perderam valor em meio à inadimplência das hipotecas, alavancando a crise de crédito global que está atingindo o crescimento econômico e forçando os bancos a registrar baixas de 200 bilhões de dólares em seus ativos em produtos estruturados.

As agências também estariam tendo conflitos internos de interesse pois são pagas por empresas que possuem produtos avaliados e até mesmo projetados por elas.

As mudanças que devem ser acrescentadas no código de condutaincluem:

-- Divulgação de suposições ressaltando o rating individual para transações estruturadas financeiras;

-- Proibição de conselhos em projetos de produtos estruturados que as agências também avaliam;

-- Ações racionais para usar informações de qualidade suficiente para dar credibilidade ao rating.

As agências já apresentaram planos para mudanças para combater as críticas que surgiram com a crise de hipotecas de alto risco.

(Reportagem de Huw Jones)

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