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29/05/2008 - 16h24

JURO-Grau de investimento pela Fitch derruba projeções na BM&F

SÃO PAULO, 29 de maio (Reuters) - A elevação do Brasil para grau de investimento pela Fitch ampliou a queda das projeções de juros nesta quinta-feira, que já eram aliviadas pelo resultado do IGP-M no piso das previsões, pela queda do petróleo e pela expectativa com um superávit maior.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2010 --o mais negociado do dia-- caiu de 14,44 por cento ao ano no fechamento da véspera para 14,24 por cento. O DI janeiro de 2009 recuou de 13,14 para 13,07 por cento.

A Fitch colocou o Brasil em "BBB-", mesma avaliação dada pela Standard & Poor's há um mês. "A Fitch deu a tacada final para a queda dos juros", disse Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

"Principalmente nos mais longos, que respondem mais fortemente a risco, melhorando as expectativas futuras."

Mais cedo, no entanto, o mercado já tinha razões para diminuir as projeções de juros.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 1,61 por cento em maio, ante elevação de 0,69 por cento em abril. Analistas consultados pela Reuters projetavam uma leitura de 1,77 por cento, de acordo com a mediana de 25 estimativas, que variaram de 1,61 a 1,90 por cento.

No cenário externo, a queda dos preços do petróleo --que chegou a 4 dólares, na casa dos 127 dólares o barril em Nova York-- também trazia um alívio para o front inflacionário.

"Toda essa questão da inflação ajudou a derrubar as taxas depois que o mercado subiu muito nos últimos dias", disse um operador de uma corretora que preferiu não se identificar.

Ou seja, apesar de o cenário de inflação continuar pressionado no ano, o mercado aproveitou que os dados do IGP-M e, na véspera, do IPCA-15 não surpreenderam negativamente e devolveu parte das fortes altas dos pregões recentes.

Segundo o operador, a expectativa do mercado em relação a um superávit primário, levantada desde a criação do fundo soberano brasileiro, ganhou força com reportagens da mídia local de que o governo pode elevar o saldo, um movimento que poderia diminuir o tamanho do aperto monetário que o Banco Central vem realizando.

TÍTULOS PÚBLICOS

O Tesouro Nacional vendeu parcialmente a oferta de títulos públicos no leilão desta quinta-feira.

O lote de 440 mil LTN com vencimento em abril de 2009 teve taxa máxima de 13,62 por cento, enquanto as 750 mil LTN julho de 2010 saíram a 14,44 por cento.

As 500 mil NTN-F com vencimento em janeiro de 2012 pagaram 14,09 por cento. O lote de NTN-F janeiro de 2014 não teve nenhuma proposta aceita.

No mercado aberto, o BC recolheu 19,806 bilhões de reais por um dia, pagando remuneração proporcional de 11,65 por cento ao ano.

(Reportagem de Vanessa Stelzer e Silvio Cascione; Edição de Cláudia Pires)

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