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27/08/2008 - 17h37

PANORAMA2-Mercado minimiza deflação e exterior influencia

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 27 de agosto (Reuters) - A trégua na alta dos preços ganhou contornos mais firmes nesta quarta-feira, com a primeira deflação mensal do IGP-M desde abril de 2006. Mas os juros futuros mal se mexeram, diante das projeções consolidadas para a Selic deste ano e da cautela do mercado com o exterior.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) perdeu mais força do que era esperado pelos investidores, com queda de 0,32 por cento. A maioria das projeções de juros, no entanto, ficou em leve alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) em mais uma sessão de volume abaixo da média.

Os outros mercados no Brasil foram influenciados pelo exterior. O dólar caiu 0,61 por cento ante o real, acompanhando a desvalorização da moeda norte-americana em outras praças. Diante do euro, por exemplo, o dólar recuou das máximas em seis meses atingidas na véspera.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu mais de 2 por cento, com destaque para as empresas ligadas a matérias-primas. Nos Estados Unidos, o petróleo subiu pelo terceiro dia seguido com a preocupação sobre a tempestade Gustav, que ameaça instalações no golfo do México.

Em Nova York, as bolsas de valores também fecharam em alta, impulsionadas pela surpresa positiva com as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos.

Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 1,622 real, em baixa de 0,61 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 3,214 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

O Ibovespa subiu 2,13 por cento, a 55.519 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 3,58 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 1,84 por cento, aos 33.225 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam em alta na BM&F. O DI janeiro de 2009 subiu a 13,90 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 avançou a 14,69 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, operava estável a 131,938 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,43 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil era cotado estável a 247 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 309 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones <.DJI> subiu 0,79 por cento, a 11.502 pontos. O Nasdaq <.IXIC> ganhou 0,87 por cento, para 2.382 pontos. O índice S&P 500 <.SPX> valorizou-se em 0,80 por cento, aos 1.281 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento caía para 3,769 por cento no final da tarde ante 3,776 por cento na véspera.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

(Reportagem adicional de Aluísio Alves e Fabio Gehrke; Edição de Vanessa Stelzer)

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