! Vale apoia preços de referência, segue negociando - 03/09/2009 - Reuters - Economia
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03/09/2009 - 07h50

Vale apoia preços de referência, segue negociando

SEUL (Reuters) - A Vale está preparada para seguir qualquer sistema de preços que surgir das negociações de preços de minério de ferro com siderúrgicas chinesas, mas ainda prefere o sistema de referência anual, afirmou o diretor de ferrosos, José Carlos Martins.

As negociações de preços ainda estão travadas uma vez que a Associação de Ferro e Aço da China ainda mantém sua posição de obter termos melhores de preçs que os obtidos por outros produtores de aço da Ásia.

Mas pequenas usinas não apoiaram essa posição e fecharam contratos meses atrás e o maior país produtor de aço admitiu que está pagando provisoriamente preços de referência a grandes mineradoras, apesar de não confirmar que se isso significa o mesmo desconto de 33 por cento em relação aos preços de 2008 acertados por produtores do Japão e da Coréia do Sul.

Martins afirmou que à Reuters que a Cale está esperando uma solução razoável das negociações.

"Estamos prontos para esperar o que a China achar que for o melhor para eles", afirmou Martins em entrevista em Seul. "E estamos preparados para acompanhar o que for o melhor sistema."

"Mas do nosso lado acreditamos que um sistema de referência pode funcionar. Somos favoráveis a um relacionamento de longo prazo com nossos clientes e a respeito mútuo", acrescentou o executivo.

Martis está em Seul esta semana para marcar as primeiras importações de minério de ferro da Vale pela Hyundai Steel que alimentarão o primeiro alto-forno da companhia sul-coreana, que entra em operação no início do próximo ano.

A Vale afirmou que o acordo de longo prazo com a Hyundai prevê fornecimento de 4,5 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente até 2019 e que o contrato sinaliza seu firme comprometimento com o sistema de referência de preços.

A mineradora brasileira, que está vendendo cerca de 70 por cento de sua produção para a China, informou que está pronta para investir mais para tornar seu minério mais competitivo que o da Austrália, atualmente o maior fornecedor da commodity à China.

"Temos diferenciais de frete entre Austrália e Brasil para a Ásia. O que estamos fazendo é tentar reduzir o máximo possível e estamos preparados para fazer o que for necessário", disse Martins, acrescentando que ele acredita que diferenciais de custos de entre 8 e 10 dólares por tonelada pode tornar os produtos da empresa mais competitivos.

"Talvez mais frota, uma frota maior... faremos o que for necessário."

Quando os mercados entraram em colapso depois da crise econômica do ano passado, a Vale mudou sua prática tradicional de esperar por clientes asiáticos virem buscar minério no Brasil e começou a montar sua própria frota enquanto as tarifas de frete subiram a quase 40 dólares a tonelada.

(Por Miyoung Kim)

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