! Para empresas, medidas de estímulo puxaram PIB no 2o trimestre - 11/09/2009 - Reuters - Economia
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11/09/2009 - 15h40

Para empresas, medidas de estímulo puxaram PIB no 2o trimestre

SÃO PAULO (Reuters) - Medidas governamentais de estímulo ao consumo tiveram peso importante para a melhora do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre, na avaliação de entidades que representam diferentes setores de produção e serviços.

Contudo, ponderam as associações, o crescimento de 1,9 por cento do PIB entre abril e junho, na comparação com o primeiro trimestre, conforme anunciou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda não indica que a crise tenha ficado completamente para trás.

"Houve, de fato, retomada. Mas a taxa de investimento ainda é baixa e é preciso observar o comportamento dessa taxa nos próximos meses", analisou o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) segue na mesma linha e destaca que a retração de 1,2 por cento do PIB frente ao segundo trimestre de 2008 "explicita os danos ainda existentes, apesar do crescimento na margem".

Para a CNI, a indústria somente deverá apresentar resultado positivo na comparação anual em 2010. Já a Abras, que no início do ano previa crescimento de 2,5 por cento nas vendas reais dos supermercados neste ano, revisou na metade do ano a projeção para alta de 4,5 por cento.

"A redução de impostos em áreas estratégicas tem participação forte na reversão da tendência do PIB. Há recuperação lenta e gradual, mas o desempenho ainda está bastante aquém de 2008", acrescentou Honda, da Abras.

Para a construção civil, os dados do PIB, por uma questão metodológica, ainda não capturam a melhora real na indústria.

"Importantes indicadores como o de emprego, resultados de sondagens com empresários e o nível de estoques de certos produtos mostram que a construção não sentiu tanto a crise", afirmou o diretor de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), Eduardo Zaidan.

Para o economista, houve um recuo "importante" no volume de lançamentos imobiliários entre setembro e março.

"Ainda assim, a injeção de recursos promovida pelo governo desempenhou papel relevante para que a indústria da construção civil não sentisse tanto assim a crise tão profundamente", acrescentou Zaidan.

Para o SindusCon-SP, o PIB das construtoras no ano tende a ser positivo.

(Reportagem de Stella Fontes)

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