! Após rali, Bovespa termina sessão em leve queda - 17/09/2009 - Reuters - Economia
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17/09/2009 - 17h51

Após rali, Bovespa termina sessão em leve queda

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de um rali que levou as ações brasileiras a uma alta de 60 por cento em 2009, a euforia deu lugar à volatilidade às vésperas de vencimentos de contratos de futuros nos mercados de ações, fazendo a bolsa paulista fechar uma sessão volátil com pequena desvalorização.

Fazendo eco ao tímido movimento global de realização de lucros que interrompeu a escalada das commodities e dos principais índices de Wall Street, o Ibovespa caiu 0,29 por cento, fechando o dia no 60.236 pontos. O giro financeiro do pregão somou 6,7 bilhões de reais.

O dia até foi marcado por novas notícias positivas da economia e do segmento corporativo. Nos Estados Unidos, houve queda semanal no número de novos pedidos de auxílio-desemprego e o índice empresarial da Filadélfia subiu em setembro.

"Mas a proximidade dos vencimentos de futuros deixou o mercado volátil", disse o gestor de fundos do Modal Asset Management André Simões.

Na sexta-feira, a Bolsa de Nova York tem um vencimento quádruplo -- futuros de índices de ações, opções de índices de ações, opções de ações e futuros de ações. Na segunda-feira é a vez do exercício de opções sobre ações na Bovespa.

Diante desse pano de fundo, muitos investidores preferiram ajustar suas carteiras, desfazendo-se de papéis que já teriam subido demais e comprar outros que ficaram para trás.

Em Wall Street, isso serviu para interromper a escalada recente dos índices. O Dow Jones caiu 0,08 por cento.

Por aqui, o setor financeiro foi o maior destaque positivo, sob liderança das empresas de cartões de crédito. No Ibovespa, Redecard ganhou 3,9 por cento, a 27,44 reais. Fora do índice, VisaNet teve alta de 4,7 por cento, para 17,69 reais.

Na véspera, a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de manter a exclusividade da VisaNet no credenciamento da bandeira de cartões de crédito Visa até junho de 2010 já havia provocado forte alta dos papéis do setor.

"É uma sinalização que o governo está disposto a ouvir as credenciadoras, o que pode se traduzir em um acordo entre as partes na questão da implementação de um marco regulatório para o setor", disse a Ativa Corretora, em relatório.

Banco do Brasil subiu 1,2 por cento, a 29,60 reais, após o banco comunicar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou que a participação de investidores estrangeiros na instituição suba de 12,5 para 20 por cento.

Além disso, o HSBC elevou a recomendação para as ações do BB de "abaixo da média" para "neutra", ampliando também o preço-alvo de 21,50 para 30 reais.

JBS avançou 0,8 por cento, para 8,72 reais, depois de já ter disparado 8,8 por cento na véspera, quando o frigorífico anunciou a compra da norte-americana Pilgrim's Pride e uma associação com a Bertin.

Na ponta de baixo do índice, as units da ALL tiveram baixa de 4,1 por cento, a 12,97 reais. A empresa de logística informou na quarta-feira após o pregão da Bovespa que quer emitir 1,3 bilhão de reais em debêntures conversíveis em ações.

"A operação é positiva para o futuro da ALL, embora pressione suas ações para baixo no curto prazo", ponderou a Ágora Corretora, em relatório.

As ações preferenciais da Petrobras e da Vale tiveram queda de 0,15 por cento e de 1 por cento, respectivamente.

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