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17/09/2009 - 17h13

Arrecadação "ignora" retomada da economia e cai 7,5%

BRASÍLIA (Reuters) - A arrecadação federal não respondeu aos recentes sinais de reaquecimento da economia e caiu 7,49 por cento em agosto na comparação com o ano passado, no décimo mês consecutivo de retração.

A queda das receitas federais tem contribuído para a deterioração das contas públicas brasileiras e dificultado o cumprimeiro da meta de superávit primário do governo no ano.

A arrecadação de impostos e contribuições somou 52,068 bilhões de reais no mês passado, ante 56,283 bilhões de reais em igual mês de 2008, mostraram dados da Receita nesta quinta-feira.

Nos primeiros oito meses do ano, a arrecadação acumula queda de 7,4 por cento, a 436,792 bilhões de reais.

Ao comentar os dados, o coordenador de Previsão e Análise da Receita, Raimundo Elói, disse não ser possível prever se as receitas federais voltarão a crescer em algum mês deste ano em relação a 2008. "Mas que a arrecadação vai crescer a partir de agora, com certeza (vai)", afirmou o técnico a jornalistas.

Ele afirmou que a arrecadação tem espelhado a piora significativa no ano de indicadores como a produção industrial e as vendas no varejo --que afetam o recolhimento do IPI e do PIS/Cofins, respectivamente.

No ano, as desonerações promovidas pelo governo somaram 17,3 bilhões de reais em renúncia fiscal até agosto, o que também abalou a arrecadação.

"A expectativa é de que os indicadores econômicos voltem a melhorar", afirmou. Elói lembrou ainda que, a partir de outubro, o IPI incidente sobre automóveis voltará a crescer, segundo cronograma já anunciado pelo governo para o encerramento gradual do incentivo dado ao setor.

Em agosto, o recolhimento de IPI caiu 34 por cento frente ao mesmo mês de 2008, para 2,442 bilhões de reais. Para o IPI-Automóveis apenas, a queda foi de 72,2 por cento.

No mesmo período de comparação, a arrecadação do Imposto de Renda caiu 17,3 por cento e do PIS/Pasep, 7,1 por cento.

Os dados são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

(Reportagem de Isabel Versiani)

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