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17/09/2009 - 16h27

Compras de bancos favorecem ajuste e dólar sobe 0,44%

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - Um movimento de ajuste técnico no mercado cambial doméstico aliado à fraqueza das principais bolsas de valores justificou a alta do dólar frente ao real nesta quinta-feira, interrompendo uma sequência de três baixas.

A moeda norte-americana encerrou com avanço de 0,44 por cento, a 1,808 real na venda, chegando a ganhar 0,89 por cento na máxima do dia.

Na véspera, a divisa dos Estados Unidos chegou a ser cotada abaixo de 1,80 real, nível não visto há cerca de um ano.

"O dólar subiu hoje com os investidores fazendo ajustes. Tivemos quedas sucessivas e eles aproveitaram para rever suas posições", avaliou o operador de câmbio Marcos Forgione, da B&T Corretora de Câmbio.

Profissionais têm ressaltado o movimento de bancos buscando cobrir posições vendidas no mercado de câmbio futuro como um componente limitante de uma apreciação maior do real.

De acordo com números da BM&FBovespa, na véspera, as instituições bancárias praticamente zeraram essa exposição, carregando 150 milhões de dólares em posições líquidas vendidas no mercado de dólar futuro e cupom cambial (DDI). Para efeito comparativo, no início do mês, esse número era de 6,117 bilhões de dólares.

Na prática, sustentar posições vendidas sugere apostas na queda do dólar.

Segundo um operador de câmbio de um importante banco em São Paulo, os bancos reduziram ainda mais suas posições vendidas nesta sessão. Para isso, compraram dólares, colaborando para a alta da divisa norte-americana.

Em contrapartida, os investidores estrangeiros diminuíram suas posições compradas a 186 milhões de dólares, bem menos que os 5,364 bilhões de dólares do dia 1o de setembro.

No mercado internacional de câmbio, as moedas de países emergentes mostravam fraqueza, com o rublo russo, o peso mexicano e o rand sul-africano exibindo as maiores perdas.

A pausa no otimismo nas bolsas, com investidores adotando maior cautela, ajudou na valorização do dólar. No final da tarde, as bolsas em Nova York operavam ao redor da estabilidade.

Forgione, da B&T Corretora, acredita que o dólar poderá passar por mais ajustes no curto prazo, uma vez que, mesmo com a economia global ensaiando uma retomada, o ambiente ainda requer cuidado.

"Mas eles (os ajustes) devem ser pontuais. O dólar ainda caminha para baixo", acrescentou.

Com base em números da BM&FBovespa, o giro interbancário somava 1,833 bilhão de dólares às 16h21, em operações com liquidação em dois dias (D+2).

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