! Airbus enfrenta mais 2 anos "difíceis" e não exclui novos cortes - 18/09/2009 - Reuters - Economia
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18/09/2009 - 11h14

Airbus enfrenta mais 2 anos "difíceis" e não exclui novos cortes

PARIS, 18 de setembro (Reuters) - O presidente-executivo da Airbus, Tom Enders, afirmou em nota publicada nesta sexta-feira que a fabricante europeia enfrenta mais dois anos "difíceis" e não desconsidera fazer novos cortes na produção para se ajustar à demanda.

"Eu certamente não posso excluir que reduziremos a produção ainda mais", disse Enders ao Wall Stret Journal em uma entrevista. "Eu acho que ainda temos dois anos difíceis à frente."

A Airbus suspendeu no ano passado planos de aumentar a produção do modelo líder de vendas A320 para 40 unidades por mês, e em fevereiro deste ano decidiu reduzir de 36 para 34 aeronaves por mês a partir de outubro de 2009.

As taxas de produção da família de aeronaves A330/A340 serão mantidas no atual nível de 8,5 por mês, e não serão elevadas conforme planejado anteriormente, informou a fabricante em fevereiro.

A Airbus entregou uma média de 32,75 unidades por mês do modelo A320 entre janeiro e agosto, segundo recentes dados mensais. A fabricante entregou uma média de 10,6 aeronaves por mês do A330/340 no mesmo período.

Em abril, a rival norte-americana Boeing informou que a produção da aeronave 777 cairá de sete para cinco unidades por mês a partir de junho de 2010, e que adiará planos de aumentar ligeiramente a produção do novo 747-8 e dos modelos 767.

Nenhuma mudança foi planejada para a aeronave 737, que compete diretamente com a série A320 da Airbus.

Embora as novas encomendas de aviões tenham despencado por causa da crise financeira, a Airbus e a Boeing ainda estão reduzindo a diferença com a demanda após o boom de encomendas encerrado no ano passado, já que há um atraso de vários anos no registro dos pedidos.

A Airbus afirmou que está a caminho de atingir o recorde de entregas do ano passado de 483 aeronaves.

Alguns analistas da indústria e fornecedores questionaram a sustentabilidade das taxas de produção devido à escassez de capital e financiamento para as companhias aéreas, que devem pagar pelos aviões na entrega.

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